UM PROPÓSITO MAIOR NA VIDA – FORMAÇÃO PROFISSIONAL

As escolas deveriam formar pessoas com mais autonomia para escolher caminhos profissionais por conta própria.

A preocupação de formar líderes voltados só para as necessidades  do mercado prejudica a carreira das pessoas. Ao privilegiar a ascensão profissional, as escolas deixam de lado a formação intelectual verdadeira, que proporciona autonomia e realização profissional por meio do trabalho com propósito.

O conceito de Liderança  difundido pelas escolas e empresas está equivocado. Essa idéia enviesada de liderança está sendo disseminado  em diversas instituições ao redor do mundo. O termo vem sendo usado no sentido de estar no comando, mas não necessariamente das qualidades que se deve utilizar quando se está no comando.

Para desenvolver competências e habilidades necessárias para alcançar o sucesso está mais ligado ao tipo de contrato e relacionamento que as escolas proporcionam. É o que chamamos de Rede de Relacionamentos – lugar onde a elite global se encontra.

Para ser bons profissionais as pessoas devem estabelecer termos de educação como entender que existem coisas mais importantes do que buscar um ideal de sucesso profissional. Muitas instituições querem saber porque seus estudantes não são bons empreendedores. Uma resposta é a seguinte: o sistema de ensino que idealizamos promove ascensão de bons alunos que se transformam em bons funcionários. Isso não tem nada a ver com a dinâmica inovadora inerente ao empreendedorismo. É necessário ter criatividade e habilidades práticas e, também, habilidade para trabalhar com pessoas.

O que as escolas fazem para mudar isso? Dá aulas de empreendedorismo, o que é a mesma coisa do que oferecer um curso de liderança.

O objetivo deve ser a formação de adultos com autonomia, esse é o papel da educação de qualidade.

Nós teremos um sinal que estamos alcançando nosso objetivo quando os estudantes nos responderem o seguinte:

“Não me importo com o que vocês querem que eu faça. Eu vou seguir esse caminho que escolhi.”

As escolas deixam de desenvolver competências de refletir sobre os tópicos que estudam, pois estão muito ocupadas em cumprir o extenso currículo. Os alunos das melhores instituições poderiam em tese, seguir qualquer caminho profissional que lhes interessasse, no entanto, graças a sua formação superior e ás altas expectativas, quase nunca arriscam ou encaram desafios fora dos padrões.

No Brasil, as empresas arcam com a educação de profissionais despreparados. A educação, assim com ocorreu em tantas outras áreas, está sendo privatizada – não é o público que está pagando, mas as corporações. Este tipo de formação deveria ser oferecido pela sociedade, e não pelas empresas, que direcionam o conhecimento para seus interesses, não são entidades independentes. Não existem oportunidades suficientes na educação para quem está interessado e para quem precisa.

O custo da educação demanda esforços financeiros. Os alunos pensam sobre o retorno financeiro. Há legitimidade em pensar em retorno de investimento. Mas é necessário separar as coisas: retorno de investimento é diferente de salário inicial.

A formação humanística prepara o estudante para uma trajetória mais flexível se comparada à formação técnica. Todas as instituições que falam sobre liderança precisam entender que isso significa mais que retorno de investimento.

Tem a ver com fazer a diferença, desenvolver com a comunidade o que foi aprendido, ter um propósito maior na vida.

Pense Nisso

12/05/2015

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