PEDOFILIA NA IGREJA

A revista Veja em reportagem de capa publicou reportagem sobre pedofilia na igreja, tema bastante polêmico e preocupante.

O caso do padre Fabiano Santos Gonzaga, 28 anos, que abusou sexualmente de um menino de 15 anos com retardo mental que faz com que  suas atitudes e sua compreensão do mundo se assemelhem às de uma crianças de 9 anos de idade é deveras chocante.

O padre Fabiano é responsável pela paróquia de Frontal (MG), ligada à Arquidiocese de Uberaba. A paróquia reúne até 200 fiéis nas missas que ele comanda diariamente.

O caso de Caldas Novas ocorreu no mesmo dia em que o papa Francisco deu um passo importante para combater a prática de abuso sexual de menores por parte de representantes da Igreja Católica. Por meio de uma Carta Apostólica, determinou que sejam destituídos bispos que acobertem casos de pedofilia cometidos por padres – até agora, as punições se restringia ao religioso que praticava o crime.

AINDA É POUCO

Com o cândido título de “Como uma Mãe Amorosa”, o mais recente documento divulgado pelo papa Francisco aperta o cerco contra crimes de pedofilia praticados na Igreja Católica. “Estou profundamente machucado pelos pecados gravíssimos de abusos sexuais cometidos por membros do clero e, humildemente, peço perdão”, disse o Papa Francisco numa homilia.

Do ponto de vista teológico, a pedofilia é um débito no qual se transgride o sexto mandamento, o de “não pecar contra a castidade”.

Em uma década, todos os anos chegam ao Vaticano 300 casos de denúncias de abusos sexuais. No entanto, apenas 10% dos criminosos foram punidos com a expulsão da igreja e outros 10% saíram por iniciativa própria. Muito dificilmente haverá uma mudança drástica sem a cobrança massiva da sociedade.

A postura das autoridades eclesiásticas em relação aos próprios pecados foi sempre delicada.

Segue algumas informações para maiores esclarecimentos:

Pedofilia, pederastia e efebofilia

Um estudo nacional encomendado pela Conferência Americana de Bispos Católicos ao John Jay College of Criminal Justice (Universidade John Jay de Justiça Criminal) revelou que a maioria dos casos de abuso sexual de menores praticados por padres católicos não envolviam casos de abuso sexual de crianças, mas sim de jovens pubescentes ou pós-pubescentes, podendo caracterizar de efebofilial (preferência sexual por adolescentes e mais especificamente comopederastia (relação homossexual masculina entre adulto e adolescente ). A pedofilia se refere a uma preferência sexual por crianças pré-púberes e é considerada uma doença mental pela OMS.

O relatório da Universidade John Jay indica que de 80% a 90% dos padres que abusaram sexualmente de menores nos últimos 52 anos envolveram-se na verdade com garotos adolescentes, enquanto o percentual restante se refere ao abuso sexual de crianças pré-púberes. Em resposta ao relatório, o médico Dr. Rick Fitzgibbons, principal elaborador da declaração Homossexualidade e Esperança (Homosexuality and Hope), da Associação Médica Católica dos EUA, defende uma reforma completa nos seminários católicos para incluir no programa ensinamentos sobre a moralidade sexual

Críticos dessa posição defendem que estudos científicos demonstram que o fato de alguém ter abusado sexualmente de menores do mesmo sexo não está relacionado com a orientação sexual da pessoa adulta e, como tal, essa medida é ineficaz e até abusiva .

Pense Nisso.

24/06/2016

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