O Jeitinho Brasileiro

Caracterizar determinados comportamentos como certos ou éticos, em contraste com outros. Para alguns, eles viriam como uma imposição divina. Outros afirmam ser um sentimento com o qual já nascemos.

Nos países que conseguem oferecer altos níveis de renda e qualidade de vida, as pessoas comuns praticam o comportamento ético. Na prática, o certo vira hábito, vem espontaneamente, entra no piloto automático. Nesses lugares o hábito do comportamento ético vem de longa data.

Tais tradições se consolidaram quando esses países eram ainda  muito pobres, até vitimados por fomes que que ceifaram milhões de vidas. E como mostram as pesquisas, esses bons comportamentos tiveram um papel preponderante no avanço econômico e social dessas nações. Quando um pode confiar no outro, tudo fica mais simples, a cooperação se multiplica e a sociedade prospera.

Infelizmente, a sociedade brasileira torna-se cada vez mais desleixada nesse ponto tão crítico para o nosso futuro. O descaso generalizado fica sugerido pela nação de que esse bom comportamento no dia a dia das pessoas é uma moral “careta”, ou, pior, uma moral “burguesa”.

Mudar hábitos arraigados em todos os níveis da sociedade não é nada simples. Nos incomodam os escândalos recentes (Lava Jato)! Mas e se analisarmos uma multidão de decisões e comportamentos claramente errados que geralmente praticamos?

Vejamos os escorregões do nosso cotidiano: Pregar mentira? Errar no troco? Vender gato por lebre? Roubar? Subornar o guarda? “Vai que cola”! Chegar atrasado? Não cumprir o prometido? Só trabalhar quando vigiado? Não pagar as dívidas? Atrapalhar a vida dos outros? Bloquear o trânsito para dar um recado? Dirigir depois de umas cervejinhas? Jogar lixo na rua? Ser grosseiro por quase nada?

A decisão ou não de fazer alguma coisa que sabemos ser errado, em prol da nossa conveniência, preguiça ou benefício pessoal e que poderá prejudicar o outro precisará com certeza ser reavaliada e repensada se quisermos começar a mudar nossa atual realidade.

Precisamos tomar consciência que são menos prósperas às sociedades em que muitos se apropriam e não são contidos pelo sentimento do certo e do errado. Todos perdemos tempo, uns se protegendo contra os outros, vigiando para não sermos roubados ou assegurando que o serviço será feito. Deixamos de fazer bons negócios com medo de ser passado para trás. Para nos defender dos pilantras, tudo tem que ser assinado e carimbado.

O descumprimento dos horários e compromissos gera incalculável perda de tempo. O somatório dos lixinhos gera uma horrenda imundície.

Queremos a mudança, porém a verdadeira mudança deve começar por cada um de nós, terá que começar com a percepção candente da falta que fazem o comportamento moral e lideranças que contribuam para essa tomada de consciência.

Pense Nisso.

25/02/2016

 

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