Barra do Corda – Inversão de Valores

 Barra do Corda, 09/03/2015

Por: Elizete Delgado

São sete e trinta da manhã de uma sexta-feira nublada em Barra do Corda. Estou escrevendo esse artigo com as mãos trêmulas causado pelo susto de ver crianças na amurada do quinto andar do Complexo Educacional Manoel Mariano de Sousa, onde nem todas as janelas possuem grades. Pasmem! A vida de nossas crianças, dos nossos filhos em risco, porque os dois primeiros andares foram desativados e estão em obras para abrigas uma faculdade particular de Imperatriz que acredita-se, que o prefeito seja um dos sócios.

As crianças estão subindo seis lances de escada para ter acesso ás salas de aula. Chegam suadas e cansadas e ficam brincando no corredor, pulando as janelas sem grades de proteção.

Um pouco dessa história, nossos vereadores aprovaram documento (urgente, urgentíssimo), sem ler, e sem ter consciência do crime que estavam cometendo, contra nossas crianças e adolescentes, contra nossos cidadãos, contra nosso direito de educação para todos. Os valores foram invertidos, nos tomaram um prédio construído para funcionar uma escola municipal que deveria suprir as necessidades urgentes de mais salas de aula, o modelo de escola verticalizada para criança é muito criticado, pelos especialistas em educação, pelo perigo de acidentes, no entanto foi aceita a obra visto que os professores estão com as salas superlotadas com até cinqüenta alunos por sala. O desastre já foi feito, o Projeto de Lei do Executivo Nº 153/2014 foi votado e aprovado, pelos nossos “briosos” vereadores, nossos legítimos representantes, que deveriam defender os interesses do povo, mas, novamente a inversão de valores, defendem os interesses do prefeito e os seus próprios interesses.

Foi aberto um portão que muda o acesso dos alunos, eles terão que entrar no prédio pelos fundos, dificultando ainda mais a acessibilidade, alunos deficientes (cadeirantes) não terá mais vez. O conselho municipal de educação que também funcionava do térreo foi transferido para outro piso, por conta das instalações da referida faculdade, porque então não ceder os andares superiores, visto que a faculdade, onde vão estudar os abastados da nossa cidade (a menor mensalidade custará de torno de setecentos reais), jovens e adultos e deixar os andares térreo e primeiro para as crianças? Vamos convocar o Juiz da Infância e da Adolescência, juntamente com o promotor de Justiça para que tomem as devidas providências. Não podemos ficar de braços cruzados esperando que uma criança “despenque” de um quinto andar para que se tome alguma providência.

Para reflexão:

“Quando crianças que descobrem que não podem confiar no pai ou na mãe e ficam relegadas ao desalento, ao pessimismo, à confusão.

O que fizeram com a confiança de tantos? Tarde começamos a enxergar, como adultos capazes de questionamentos sérios e cobranças mais que justas. E hora de urgentemente mudar, de nos unir-mos em nome do direito, da justiça, da honra. Que falha em nosso discernimento nos fez escolher tão mal governantes e representantes? Faltou a base de qualquer de qualquer nação: educação. Somos as nossas escolhas: talvez se possa escolher diferente, pelo nosso bem e pelo bem desse país , que não deveria estar tão vexado e afastado

Da posição que pode ter no mundo civilizado.”

Trechos do artigo de Lya Luft (Revista VEJA 04/03/2015)

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