A Política Brasileira

É impressionante como as pessoas, de todos os níveis, perguntam e comentam sobre a situação política do momento, no Brasil. Quem está certo? Quem está dizendo verdades? Quem está se aproveitando da situação?  Quem está, descaradamente, mentindo? No que vai dar tudo isso que está sendo dito e mostrado? As pessoas estão perplexas. Permitimo-nos aqui, expor algumas idéias.

1 – Primeira observação: a democracia dita representativa está tremendamente em crise e não é nada representativa, nem mesmo estatisticamente. Tanto em nível municipal, estadual como federal ela é uma aberração.  Os que estão exercendo o poder Legislativo representam um número muito pequeno de eleitores São representantes de pequenos grupos de interesse e de pressão. E que, efetiva, garantida e eficazmente cobram ações dos eleitos para que seus interesses sejam plenamente atendidos.

2 – Qualificação dos eleitos: para ocupar qualquer cargo em empresas, escolas, associações, igrejas etc., exigem-se a comprovação de habilitação e qualificação, quando não também  experiência. Para o exercício e ocupação de um cargo político nada disso é exigido. Qualquer um acha-se habilitado e qualificado. E concorre, usando dos meios de que  dispõe: dinheiro, influência, mentira, calúnia, sabotagem, boicote, pressão, infidelidade, promessas mirabolescas, enganos etc.

3 – Consciência dos cidadãos: cidadania, hoje, mais que nunca, implica em participação. Para participar é necessário um mínimo de consciência e de conhecimento do que está acontecendo. Temos uma marca muito forte de alienação com relação à realidade política, à organização e funcionamento da sociedade. As pessoas preferem distância dessa realidade e não envolvimento, comprometimento e participação. Cada um pensa em poder aproveitar de alguma coisa para si, quer algum benefício próprio. Se o eleitor não ganhar algum dinheirinho, ele não vota em candidato honesto e sério e pobre…

4 – Não conhecimento  nem prática do princípio do bem comum. A característica mais forte é tirar proveito individual. Além disso, aqueles que se elegem (porque não são eleitos!) sentem-se como proprietários do bem público. Se um vereador, um deputado, um prefeito faz uma obra que beneficia a população,  ele quer ser visto como alguém que, por iniciativa própria, como se o município ou o Estado fosse uma empresa particular sua, fez um favor à população, a coitadinha que não sabe se ajudar… Até festas de comemoração de aniversário de município são apresentadas como um presente do Poder Público à população. Que presente que nada! A população, sem saber, está pagando e pagando muito caro o show ou espetáculo de aniversário do município. Qual dos munícipes foi consultado se ele está de acordo que se faça esse tipo de comemoração. Ou somos governados por oniscientes? Ou gênios? Ou Adivinhos?

Então, se hoje alguém se pergunta: por que a situação política está tão caótica, atrapalhada e desorientada, certamente, não é culpa da população. Essa sabe muito bem quais são suas necessidades prementes e urgentes. Mas sabe também que não é escutada. Conseguiram cortar a garganta da população!

Mas, aos poucos, a indignação começa a tomar corpo. E, não fiquemos admirados e surpresos, se amanhã clamarmos por militares e sua força no governo e nas ruas!

Pense nisso

21/07/2016

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