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A política é necessária Cada vez que alguém me diz "Ah! Todos os políticos são iguais" fico um pouco desanimado mas me recupero rápido e parto para a argumentação. Quem diz isso q uer passar a impressão de que sabe das coisas, que está sintonizado com os fatos, enfim, que está por cima da carne seca. Mas o interessante é que é justamente o contrário. Quem diz que são todos iguais não consegue perceber diferenças, não acompanha os fatos da política, não sabe nada. Fala com a boca cheia, com certa empáfia, justamente para esconder o vácuo de informação.
Mesmo gente que está perto do poder central, aqui em Brasília, e que acompanha todos os dias a cena política, se deixa levar pela ilusão de que sabe das coisas. Há pouco, por exemplo, no caso da CPMF (Contribuição provisória sobre a movimentação financeira) em votação no Senado eu sempre ouvia frases do tipo "o governo pode tudo" para explicar antecipadamente a aprovação da prorrogação. Deu no que deu. A oposição não deu um voto sequer e alguns senadores da base aliada refugaram apoio na hora H. Por que o erro de avaliação? De novo uma certa empáfia, a idéia de que sabe tudo, que os fatos estão previamente decodificados.
Cito este caso para mostrar como a política é rica em possibilidades, multiplicadora de experiências e fonte de informação nova. E os políticos no fundo são a projeção daquilo que somos. O eleitor precisa cada vez mais estar atento ao seu voto, ir às urnas com consciência, não fazer sua escolha por uma migalha, uma camisa de futebol, uma bola, coisas desse tipo. Em 2008 vamos ter eleições municipais e é uma boa hora para colocar em prática novos procedimentos. E enriquecer a equação.
Caso contrário não ficarei espantado se numa roda de políticos (ô gente desinformada sobre o mundo!) alguém afirmar: "Ah! Os eleitores são todos iguais!".
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