Temer recomenda serenidade a Cunha

Em São Paulo, onde participou de uma homenagem da Força Sindical organizada pelo deputado Paulo Pereira da Silva, o presidente da Câmara, deputado Eduardo Cunha (PMDB-RJ), pediu um encontro com o vice-presidente e articulador político do governo, Michel Temer. O conselho de Temer a Cunha, segundo fontes do PMDB, foi: “Neste momento, nada é mais importante do que a serenidade”.

Desde que a Procuradoria-Geral da República ofereceu ao Supremo Tribunal Federal denúncia contra ele, Cunha tem evitado ataques mais fortes ao governo, mas insistido que é inocente e que há perseguição política contra ele. Nas manifestações sobre o caso, ele diz que foi “escolhido para ser denunciado” e que as palavras “renúncia” e “covardia” não estão em seu dicionário.

O encontro de Cunha com Temer acontece no momento em que é discutido no PMDB o afastamento de Temer da função de articulador político do governo. Em conversas reservadas, ele tem dito que, desde que assumiu a missão, avisou que ficaria até a conclusão da votação das matérias do ajuste fiscal – o que aconteceu esta semana, quando o Senado votou o último projeto, o da reoneração da folha de pagamento de setores da economia.

Cunha vem defendendo há tempos o afastamento do PMDB do governo e de Temer da articulação política. Mas foi derrotado quando propôs que o partido discutisse este assunto no mês de setembro. A convenção do PMDB foi adiada para novembro, depois, portanto, deste momento de turbulência – que, aliás, pode se estender por mais tempo.

A chegada de Temer à coordenação política levou alívio ao governo, que estava sob forte pressão dos aliados. E, agora, a eventual saída também preocupa o governo porque, além da pressão dos aliados que continua, há também a baixa popularidade do governo e o discurso da oposição se aproximando da defesa do pedido de abertura de processo de impeachment de Dilma.

“Ao longo desse tempo, o cristal ficou trincado. Agora, o cristal quebrou”, disse um interlocutor de Temer, afirmando que ele ainda vai avaliar o melhor momento de deixar a missão.

Para peemedebistas ligados a Temer, houve, de fato, uma mudança importante no cenário político com as manifestações contra o governo do último domingo. Lá, observou o interlocutor, houve uma unificação do discurso contra a presidente – por impeachment, citado em várias faixas, ou renúncia.

Eles observam ainda que a manifestação desta quinta a favor de Dilma também não ajudou porque, além de ter sido bem menor que a dos contra, ainda demonstrou “fragilidade do governo e expôs contradições”, entre as quais o apoio à presidente e a rejeição à política econômica do ministro Joaquim Levy.

Fonte:  Cristiana Lôbo do http://g1.globo.com/politica

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