Temer e Lula se evitam na posse de Cármen Lúcia

BRASÍLIA — O presidente Michel Temer e o ex-presidente Lula se evitaram durante a posse da ministra Cármen Lúcia na presidência do Supremo Tribunal Federal (STF). Na entrada, Temer acompanhou Cármen, enquanto Lula estava na primeira fila de cadeiras vermelhas dispostas no plenário. Ao fim, Temer saiu enquanto Lula cumprimentava outras autoridades.

Lula tem afirmado que o impeachment da presidente Dilma Rousseff foi um “golpe”. Temer vem rebatendo a pecha de “golpista”, repetida principalmente pelos petistas.

Os ex-presidentes Lula e José Sarney participaram da posse de Cármen Lúcia como presidente do STF – Andre Coelho / Agência O Globo

O ex-presidente é investigado em inquérito no STF, dentro do principal inquérito da Lava-Jato que apura formação de quadrilha. Lula também é investigado na primeira instância, em Curitiba, e já chegou a ser denunciado por tentativa de obstrução da Justiça. Temer, por sua vez, foi citado na delação do ex-presidente da Transpetro Sérgio Machado como suposto beneficiário de uma doação eleitoral irregular de R$ 10 milhões.

A ex-presidente Dilma Rousseff, afastada em definitivo do cargo há 12 dias, foi convidada para a posse, mas alegou “dificuldade de transporte” e não compareceu ao evento. A informação foi repassada ao GLOBO pelo advogado José Eduardo Cardozo, ex-ministro de Dilma e responsável pela defesa da petista no processo de impeachment no Senado.

— Ela foi convidada, mas está em Porto Alegre e não pode vir por dificuldade de transporte. Eu mesmo protocolei a justificativa no cerimonial do STF — disse Cardozo.

Na cerimônia, o mais antigo integrante da corte, o ministro Celso de Mello, fez um discurso forte contra a corrupção, que ganhou repersussão nas redes sociais. Citando o ex-presidente da Câmara Ulysses Guimarães, Celso disse que “não roubar, não deixar roubar, pôr na cadeia quem roube” é o primeiro fundamento da moral pública. Ao longo do discurso, ele também usou palavras fortes, como “delinquência governamental” e “marginais da República”.

“A corrupção é o cupim da República. República suja pela corrupção impune tomba nas mãos de demagogos, que, a pretexto de salvá-la, a tiranizam. Não roubar, não deixar roubar, pôr na cadeia quem roube, eis o primeiro mandamento da moral pública”, disse Ulysses Guimarães ao encerrar os trabalhos da Assembleia Constituinte que elaborou a Constituição de 1988. Essas palavras foram repetidas por Celso de Mello nesta segunda-feira.

POR VINICIUS SASSINE do site http://oglobo.globo.com/

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