Temer defende MP do ensino médio e cobra respeito a instituições

O presidente Michel Temer defendeu nesta terça-feira (8) a medida provisória da reforma do Ensino Médio e disse que é preciso haver no país “respeito às instituições”. Temer não citou diretamente as escolas ocupadas por estudantes que protestam contra a MP e contra o teto nos gastos públicos, mas afirmou que as pessoas debatem temas ser ler os textos das propostas.

Para o presidente, as pessoas atualmente trocaram o “argumento intelectual” pelo “argumento físico”.

“Precisamos aprender no país a respeitar as instituições. O que menos se faz hoje é respeitar as instituições, e isso cria problemas. O direito existe para regular as relações sociais. Hoje, ao invés do argumento intelectual, verbal, usa-se o argumento físico. A pessoa vai e ocupa não sei o quê, põe o pneu velho, é o argumento físico”, disse.

Temer deu a declaração na abertura do seminário Infraestrutura e Desenvolvimento do Brasil, promovido pela Confederação Nacional das Indústrias (CNI) e pelo jornal “Valor Econômico”. Além do presidente da República, também participaram do evento o ministro da Fazenda, Henrique Meirelles, e o secretário do Programa de Parcerias de Investimentos (PPI), Moreira Franco.

Segundo o presidente, a reforma no Ensino Médio é discutida “há séculos” no país e o que a MP fez foi agilizar o debate. Ele afirmou ainda que a proposta tem o objetivo de evitar, por exemplo, que um aluno avance nas séries escolares com déficit de aprendizado.

“É interessante que estamos fazendo uma remodelagem para que não deixe mais que a pessoa, na segunda série, não saiba multiplicar, ou não saiba falar o português, que fala um idioma que a pessoa não sabe nem de onde vem. O que a MP fez foi agilizar o debate”, ressaltou.

Temer disse ainda que dentro do governo não há uma exigência que a reforma do Ensino Médio seja feita por meio de medida provisória. Ele disse que as mudanças podem ser efetuadas por um projeto de lei, desde que haja a “renovação do Ensino Médio”. Críticos da medida afirmam que uma MP é para assuntos urgentes e que o governo deveria ter enviado um projeto de lei ao Congresso, que permitiria, segundo quem se opõe ao texto, mais tempo para debates.

“Se quiser o final da MP e pegar um projeto de lei que está lá, que assim seja. Queremos a renovação do ensino médio. Se for necessário aprovar um projeto de lei, votaremos, não há nenhum problema nisso.”

Fonte: Luciana Amaral Do G1, em Brasília

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