PT tem ‘total autonomia’ para definir posição sobre Cunha, diz ministro

O ministro-chefe da Secretaria de Comunicação Social, Edinho Silva, afirmou nesta segunda-feira (23) que o PT tem “total autonomia” para definir sua posição sobre o presidente da Câmara dos Deputados, Eduardo Cunha (PMDB-RJ).

Cunha é alvo de processo no Conselho de Ética da Câmara por suposta quebra de decoro parlamentar – deputados alegam que ele mentiu à CPI da Petrobras ao dizer que não tem contas no exterior.

Edinho Silva participou da reunião da coordenação política do governo no Palácio do Planalto e foi perguntado sobre se havia algum tipo de orientação do Palácio do Planalto aos parlamentares petistas sobre como se comportarem no Conselho de Ética em relação a Cunha.

No último dia 19, o conselho marcou sessão para às 9h30 afim de analisar o relatório preliminar pela continuação do processo de investigação.

Houve, porém, atraso dos parlamentares e, às 11h15, a sessão teve de ser suspensa porque Cunha deu início à ordem do dia no Plenário – pelo regimento, as comissões não podem funcionar quando há votações no Plenário – sem que o grupo analisasse o parecer.

“O governo da presidenta Dilma é formado pelo PT e por outros partidos que formam a coalizão e o PT tem total autonomia para construir suas posições dentro do Legislativo [sobre Cunha]. O diálogo do governo da presidenta Dilma com o Legislativo é no sentido de criar uma agenda de interesse para o país, que passa, no momento, pela aprovação das medidas de ajuste para que o país entre na agenda da retomada do crescimento econômico”, disse Edinho Silva.

O ministro avaliou ainda que a sessão do Conselho de Ética destinada a analisar o parecer sobre Eduardo Cunha é “assunto interno do Legislativo”.

Ele defendeu que o “interesse do Brasil” é a aprovação das medidas de ajuste e o reequilíbrio fiscal. “Os assuntos internos do Legislativo não são assuntos do governo”, enfatizou o ministro.

‘Prioridades’ do governo
Segundo o chefe da Comunicação Social, o tema central da reunião da coordenação política desta segunda foi a pauta de votações do Congresso Nacional para esta semana.

Em entrevista, Edinho afirmou que a “prioridade” do governo é aprovar o ajuste, mas ele não quis dizer qual projeto é prioritário – o Planalto tenta aprovar, ao mesmo tempo, a Desvinculação das Receitas da União (DRU), que está na Câmara; a repatriação de recursos de brasileiros no exterior não declarados à Receita, no Senado; a nova CPMF, na Câmara; e a meta fiscal de 2016.

“Nossa prioridade, neste momento, é que possamos aprovar as medidas necessárias para que a gente estabeleça o reequilíbrio fiscal, crise as bases para a economia retomar o crescimento. A nossa prioridade, então, é, dialogando com o Congresso, aprovar as medidas fundamentais para o equilíbrio fiscal”, declarou.

Fonte: Filipe Matoso Do G1, em Brasília

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