Para governistas, reforma une a base; oposição diz que é busca por votos

O anúncio da reforma ministerial feito pela presidente Dilma Rousseff nesta sexta-feira (2) movimentou o mundo político em Brasília e gerou repercussão entre políticos ligados ao  governo e também na oposição.

Para parlamentares governistas, a reforma vai fortalecer a base no Congresso. Os oposicionistas criticaram e disseram que  é uma tentativa de Dilma de se “sustentar no poder”, distribuindo cargos.

Ao fazer o anúncio, em discurso no Palácio do Planalto, Dilma disse que a reforma visa cortar gastos no Executivo Federal e ampliar o diálogo no Congresso.

O número de ministérios passa de 39 para 31 e o PMDB, maior partido da base, ao lado do PT, passa a comandar 7 pastas, uma a mais do que comandava atualmente.

Veja a repercussão entre políticos:

PRÓ

Delcídio Amaral (PT-MS), líder do governo no Senado
“Entendo o momento tendo consciência que essa reforma é importante. Tendo consciência dos desafios que nossa economia exige. Consciência das polítcas públicas que são fundamentais para o desenvolvimento econômico e social do Brasil.Nós vamos fortalecendo nossa base. Nossa base passa a ter mais consistência ainda na Câmara e no Senado e vamos fazer o teste semana que vem, na sessão do Congresso”.

CONTRA

Cássio Cunha Lima (PSDB-PB), líder do PSDB no Senado
“Não promove nenhuma redução que consiga sinalizar para um equilíbrio fiscal e agrava a credibilidade do governo. Um mapeamento que foi feito para tentar escapar do impeachment. É visível que toda a acomodação que ela [Dilma Rousseff] faz não é pela capacidade pela competência de ocupar o cargo, mas pelo número de votos na Câmara dos Deputados.”

PRÓ

José Eduardo Cardozo, ministro da Justiça
“Acho que nós passamos por um período de turbulência, período de muitos debates, intensos e acalorados, e agora [com o anúncio] o governo passa a ter uma compactação da sua base, passa a ter um caminho que se coloca pela frente na perspectiva de que nós possamos, juntos, sair da crise, tomando as medidas necessárias e corretas, naquilo que todo brasileiro quer.”

CONTRA

Aécio Neves (PSDB-MG), senador e presidente do PSDB
A chamada reforma administrativa anunciada hoje apequena ainda mais o governo Dilma. Não em sua estrutura, porque os cortes são pouco expressivos frente ao aumento excessivo de gastos do governo nos últimos anos. Se assemelha na verdade a uma maquiagem.

PRÓ

Jandira Feghali (PCdoB), líder do PCdoB na Câmara
“Não é ‘toma lá, dá cá’. Ela não se elegeu sozinha, desde que o mundo é mundo as pessoas governam com quem os elegeu. Ela [Dilma] precisava governar com um governo de coalizão, isso é normal, natural. Tem que parar de carimbar as coisas assim de forma tão pobre. Quem se elege com determinados partidos tem que governar com eles.”

CONTRA

Chico Alencar (PSOL-RJ), líder do PSOL na Câmara
“O escopo continua sendo o da barganha política. Deveria ser mais uma questão de qualidade do que quantidade de ministérios. O negativo é que o que prevalece não é o acúmulo, a experiência, o notório saber, o compromisso de políticas públicas com os assuntos da sua pasta, mas o ‘toma lá, dá cá’.”

PRÓ

Eunício Oliveira (PMDB-CE), líder do PMDB no Senado
“É uma sinalização que governo dá ao reduzir secretarias e ministérios e despesas da União com vários tipos de gastos. […] A grande preocupação era com a Câmara dos Deputados, ela deu uma boa mexida, trouxe o líder do PDT, juntou outros partidos políticos. Ela dá um bom encaminhamento na Câmara. O Senado estava muito tranquilo.”

CONTRA

Mendonça Filho (DEM-PE), líder do DEM na Câmara
“É uma reforma com o objetivo da presidente Dilma de se manter e se sustentar no poder, não é para atender à necessidade de um governo menor, mais eficiente. É a luta desesperada contra o impeachment. Ela fez uma reforma para se sustentar no governo no velho método ‘toma lá- da cá’. Não se discutiu nomes e funções por qualificação para o cargo.”

PRÓ

Sílvio Costa (PSC-PE), vice-líder do governo na Câmara
“Eu acho que a reforma sinaliza que a coalizão foi ampliada. Eu acho que nós vamos, sinceramente, ter tempo de calmaria na Câmara. As turbulências vão diminuir, assim espero. A oposição critica o tamanho do corte, mas pega um estado como São Paulo, que é governado pela oposição e tem 27 secretarias. Pernambuco, governado pelo PSB, que se diz de oposição, tem 29 secretarias.”

CONTRA

Ronaldo Caiado (DEM-GO), lider do DEM no Senado
“Pela primeira vez na história estamos assistindo a um presidencialismo figurativo. A presidente Dilma entregou todo o governo ao PMDB com objetivo único de retardar a votação do processo de impeachment. Ela foi totalmente excluída do processo de comando, é a viúva Porcina: foi sem ter sido. Agora, ela não tem nenhuma credibilidade para fazer ajuste fiscal”.

PRÓ

Leonardo Picciani (PMDB-RJ), líder do PMDB na Câmara
“O PMDB tem uma representação adequada, como o maior partido da base. O PT tem representação maior que a nossa como partido da presidente. Creio que o PMDB teve nessa reforma um tamanho compatível com a representatividade que tem.  A presidente não precisa cobrar fidelidade, porque o PMDB tem tido fidelidade. Nos momentos de enfrentamento, o PMDB tem votado a favor.”

CONTRA

Rubens Bueno (PPS-PR), lider do PPS na Câmara
“A presidente quer se safar do impeachment. Isso não é uma reforma ministerial. Essa liquidação de cargos mostra bem o grau de desespero de Dilma para se manter  no poder.”

PRÓ

José Guimarães (PT-CE), líder do governo na Câmara
“Não tem esse negócio de o PT perder ou o PMDB ganhou. A reforma atende à nova governabilidade. Não tem que partido A ou B ficar chateado. São as exigências do momento. […] Evidentemente que pode ter uma ou outra insatisfação, mas a reforma foi vital para momento que o país está vivendo”, disse.

CONTRA

José Agripino Maia (DEM-RN), senador:
“Existe momento em que se impõe um ministério de salvação nacional. Mas a Dilma fez um ministério de salvação pessoal, colocando pessoas ligadas a partidos políticos como forma de garantir suporte para garantir ela como presidente. Não quero entrar em qualificação individual. Olhando todos, é um ministério de salvação pessoal.”

Fonte: G1, em Brasília

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