Lula diz que há movimento para ‘criminalizar esquerda no país’

Ao participar neste sábado de um ato de solidariedade à Escola Florestan Fernandes, mantida pelo MST em Guararema, no interior de São Paulo, o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva disse que “há um movimento para criminalizar a esquerda no país”. O local foi alvo de uma ação policial na sexta-feira.

Com boné do MST, Lula discursou no evento ao lado de políticos do PT, do PCdoB, do PSOL e lideranças de outros movimentos sociais.

— Temos que nos preocupar. Há um processo de criminalização da esquerda em andamento neste país — disse o ex-presidente.

Agentes da Polícia Civil entraram na Escola Florestan Fernandes, na manhã de sexta-feira, com a justificativa de que cumpririam um mandado de prisão contra uma integrante do movimento como parte da Operação Castra (acampamento, em latim). A operação foi autorizada pela Justiça do Paraná e era um desdobramento de uma investigação em que a polícia acusa integrantes do MST de crimes como furto, roubo, invasão de propriedade, incêndio criminoso, cárcere privado e porte ilegal de arma, entre outros.

Há uma guerra de versões sobre a ação entre o MST e a polícia. Segundo a Secretaria de Segurança Pública de São Paulo, cerca de 200 pessoas tentaram desarmar os agentes e quatro deles ficaram feridos. Já o movimento informou que os policiais pularam o portão da escola e a janela da recepção e entraram atirando em direção às pessoas que se encontravam na escola.

O ato de ontem na escola tinha o objetivo de repudiar a ação policial no local.

— Não é primeira vez que eles ofendem o sem terra, não. Quando era presidente tinha uma quantidade enorme de CPI contra os sem terra — afirmou Lula.

O ex-presidente mais uma vez reclamou das investigação e criticou os integrantes da força-tarefa da Lava-Jato, que, segundo ele, se comportam como “analfabetos políticos”.

— Outro dia acordei com 22 policiais dentro da minha casa. Se até eu, fiquei imaginando o cotadinho mais pobre.

Para Lula, as investigações contra ele fazem parte de um movimento mais amplo contra a esquerda.

— O menor caso neste país é o meu. Tenho 71 anos e tenho casco de tartaruga. Nós temos que nos preocupar com os movimentos sociais.

O ex-presidente ainda aproveitou o ato com representantes de vários partidos e movimentos para defender a criação de uma frente.

— Penso, que a gente, a partir daqui deve começar a construir uma coisa mais forte, uma coisa que junte mais gente.

Lula acredita que não “adianta cada um ficar gritando no seu canto” e lembrou que “os adversários foram mais competentes” no processo de impeachment da ex-presidente Dilma Rousseff.

— Estamos na hora de construir uma coisa mais sólida, não é partido, não é entidade, é construir um movimento.

Na avaliação do líder petista, o movimento das Diretas Já, em que pessoas com ideologias diferentes se unirem em 1984 pela defesa de eleições diretas, deve servir de inspiração.

— Precisamos criar um movimento para restabelecer a democracia. Este país já tem tamanho demais para ficar sendo governado de forma totalmente ilegal.

Fonte: O GLOBO

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