Dilma diz que errou ao ter demorado para perceber gravidade da crise

BRASÍLIA – A presidente Dilma Rousseff disse nesta segunda-feira que “talvez” ela , e a equipe econômica, tivessem cometido o erro de ter percebido tarde o tamanho da crise. A presidente admitiu que “talvez” fosse o caso de adotar medidas corretivas ainda no ano passado. Inclusive, antes das eleições. Relatou que o governo levou muitos sustos e que nunca previram uma queda da arrecadação tão brutal. Em entrevista ao jornalista Ilimar Franco do GLOBO e outros dois jornais no Palácio do Planalto, Dilma decarou que “o futuro é imprevisível”

– Errei em ter demorado tanto para perceber que a situação era mais grave do que imaginávamos. Talvez, tivessemos que ter começado a fazer uma inflexão antes. Não dava para saber ainda em agosto. Não tinha indício de uma coisa dessa envergadura. Talvez setembro, outubro, novembro.

A presidente disse que a Bolsa da China caiu e isso se refletiu na derrubada de todas as Bolsas, Japão, Taiwan, Coréia do Sul, Australia.

— Estamos diante de uma retração mercado internacional que não se sabe a dimensão. Nós vamos ter que saber lidar com a desaceleração internacional.

Como ao ser perguntada sobre o juiz da Lava-Jato Sérgio Moro, Dilma disse que não falaria do presidente da Câmara, Eduardo Cunha. Mas a presidente fez uma ironia quando lhe foi lembrado que o ex-presidente Fernando Henrique Cardoso sugeriu que ela renunciasse o mandato ou fizesse mea-culpa.

— Sugerir é fácil.

A presidente disse ainda que não esperava que petistas e pessoas próximas ao partido estivessem envolvidas no escândalo de corrução na Petrobras. Ela afirmou que foi pega de surpresa e que lamentou o que aconteceu. Ao ser perguntada se ela imaginava que militantes ou pessoas ligadas ao PT estivessem envolvidas, a presidente disse não. Em seguida, foi perguntada se foi completamente surpreendida, ao que ela respondeu:

— Fui! Acho e lamento profundamente!

E acrescentou:

— Posso falar uma coisa. Eu sou a favor de uma coisa que o Márcio Thomaz Bastos dizia. Não esperem que sejam as pessoas a fonte da virtude. Tem que ser as instituições. As instituições é que tem de ter mecanismo de controle. É muito difícil. Integra a corrupção o fato dela ser escondida, clandestina e obscura.

Fonte:  ILIMAR FRANCO do http://oglobo.globo.com/

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