Deputado alega ‘ressaca’ para justificar assinatura suspeita em ação contra Cunha

RIO – Uma ‘ressaca’ foi o motivo apresentado pelo deputado federal Vinícius Gurgel (PR-AP) para as suspeitas levantadas em torno da assinatura de sua renúncia à vaga de titular do Conselho de Ética da Câmara dos Deputados. Aliado do presidente da Casa, Eduardo Cunha, Gurgel não estava em Brasília na noite do dia 1º de março e na madrugada do dia 2, quando o Conselho aprovou a continuidade do processo de cassação de Cunha.

A renúncia do deputado amapaense foi motivada pelo fato de que seu suplente, um deputado do PT, votaria pela cassação do presidente da Câmara. Com a abdicação da vaga de titular no Conselho de Ética, Gurgel abriu a possibilidade de que um parlamentar indicado pelo PR assumisse a sua vaga e votasse a favor de Eduardo Cunha.

No entanto, dois laudos grafotécnicos, encomendados pelo jornal “Folha de S. Paulo”, revelaram que o documento com a renúncia de Gurgel apresentava uma falsificação ‘grosseira’ e ‘primária’ de sua assinatura. A alegação do parlamentar, no entanto, é de que ele deixou diversas cartas de renúncia assinadas antes de deixar Brasília, e que enorme diferença na grafia seria motivada por um eventual mal-estar causado pela ingestão de bebidas alcoólicas.

— Eu bebo. Quando a pessoa está de ressaca, não escreve do mesmo jeito, fica tremendo. Rabisquei lá. A assinatura realmente era minha, acho que eu tinha bebido muito no dia anterior. Assinei com pressa, e não posso fazer nada se eles acham que não é minha — afirmou Gurgel à “Folha”.

Ele confirmou que só renunciou à vaga de titular no Conselho de Ética para que sua vaga não fosse ocupada pelo suplente petista, afirmando que não é favorável à cassação de colegas.

— A minha convicção é de não cassar colegas, assim como o impeachment da Dilma. O povo não elegeu? Burro de quem elege. A hora que acabar o mandato dele, a Câmara, com o colegiado de 513 deputados, se achar que ele é um ladrão, um bandido, não tô dizendo que ele é, mas se acham que ele é alguma coisa, que votem em uma pessoa ilibada — completou.

A continuidade do processo de cassação do mandato foi aprovada em uma votação apertada. Foram 11 votos a favor e 10 contra.

Fonte: http://oglobo.globo.com/

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