Cunha encontra presidente do STF e pede decisão rápida sobre ação

O presidente da Câmara dos Deputados, Eduardo Cunha (PMDB-RJ), se reuniu nesta terça-feira (21) com o presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), Ricardo Lewandowski, para pedir celeridade na análise de um pedido para encaminhar ao tribunal ação em que o parlamentar é citado e que atualmente tramita na Justiça Federal do Paraná.

A defesa de Cunha quer que a decisão de Lewandowski seja tomada antes mesmo de ser ouvido o juiz Sérgio Moro, que conduz as investigações na 1ª instância. Mais cedo, Lewandowski solicitou a Moro esclarecimentos sobre a citação do nome de Cunha no depoimento de um dos delatores do esquema de corrupção investigado pela Operação Lava Jato. O magistrado quer ouvir as explicações de Moro antes de analisar o pedido de Cunha.

Nesta terça, o advogado Antonio Fernando Souza, ex-procurador-geral da República, que faz a defesa de Cunha, entrou com um pedido para que Lewandowski decida sobre o envio da ação ao Supremo em prazo “abreviado”, sem a necessidade de ouvir Moro.

Na petição protocolada, a defesa pede que Lewandowski “examine, desde logo, com fundamento no poder geral de cautela e independente das informações do juízo reclamado, os pedidos cautelares (…) ou, alternativamente, que determine a notificação do juízo reclamado em prazo abreviado”.

Ao final da audiência com Lewandowski, Cunha não quis falar com a imprensa. Seu advogado, que o acompanhava, explicou que o encontro foi para esclarecer essa retificação no pedido inicial. “É que o prazo das informações é um prazo longo e pedimos que abreviasse esse prazo”, disse Souza (veja no vídeo acima).

Segundo o advogado, Lewandowski não disse quando decidiria. “Ele não falou nada, porque ele é o magistrado, vai despachar no momento. A petição foi dada entrada agora à tarde”, afirmou.

A defesa de Cunha argumenta que a ação em que o parlamentar é citado deve correr no Supremo porque o parlamentar tem foro privilegiado. Na semana passada, o ex-consultor da Toyo Setal Júlio Camargo afirmou em depoimento a Moro, incluído na ação ao qual  Cunha se refere, que o presidente da Câmara pediu US$ 5 milhões em propina para viabilizar o contrato de um navio-sonda com a Petrobras.

Cunha entrou na segunda (20) com uma reclamação no Supremo para questionar a atuação do Sérgio Moro. Lewandowski , então, requisitou informações ao juiz para que pudesse basear a sua decisão. Depois de ser notificado oficialmente, Moro terá prazo de cinco dias para responder ao Supremo.

Fonte: Fernanda Calgaro Do G1, em Brasília

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