Presos em operações contra agiotagem são liberados em São Luís

Os presos nas operações “Maharaja” e “Morta Viva”, que investigam crimes de agiotagem em Bacuri e Marajá do Sena, no Maranhão, foram liberados nesta quinta-feira (14), em São Luís.

Nesta tarde, foram postos em liberdade o prefeito e o ex-prefeito de Marajá do Sena Edvan Costa (PMN) e Perachi Farias, respectivamente, o empresário Josival Cavalcanti, o “Pacovan” e o contador municipal José Epitácio Muniz, o “Cafeteira”.

“Pacovan” foi liberado sob condição de monitoramento por meio de tornozeleira eletrônica. O prefeito de Bacuri Richard Nixon (PMDB) já havia sido liberado pela manhã. Os suspeitos ficaram detidos durante dez dias na sede da Superintendência Estadual de Investigações Criminais (Seic).

O ex-prefeito de Zé Doca (MA) Raimundo Nonato Sampaio, o Natim, que se entregou três dias depois, continua preso.

Esquema
Segundo a Secretaria Estadual de Segurança Pública (SSP-MA), Pacovan, apontam utilizava empresas em nomes de terceiros para se favorecer com negócios com as prefeituras nas áreas de material escolar, merenda escolar, medicamentos e obras.

Operações de busca e apreensões realizadas no escritório do empresário apreenderam cartões e declarações de imposto de renda de “laranjas” cujo endereço informado à Receita Federal é o mesmo de Pacovan. Os dados seriram utilizados para abertura de empresas.

O contador José Epitácio Muniz confessou ter criado pelo menos quatro empresas para do esquema. As investigações apontam que Rui Clemêncio e o irmão dele Fábio Muniz atuavam com Francisco Soares, dono da distribuidora de medicamentos ” Disprofar”, aberta em nome de pessoa já falecida.

Os irmãos Rui e Fábio são também donos das empresas “Terra Maranhão” e “JS Silva” que, conforme as investigações, foram abertas em nome de Marly Nascimento, falecida em 2009.

Dom Pedro
No dia 31 de março, a ex-prefeita de Dom Pedro (MA) Maria Arlene Barros foi presa na “Operação Imperador”. Segundo a polícia, mais de R$ 5 milhões foram desviados da prefeitura entre 2009 e 2012. A suspeita é que o esquema teria desviado um total de R$ 100 milhões de 42 prefeituras do Maranhão.

No dia 1º de abril, o filho da ex-prefeita Eduardo Costa Barros, mais conhecido como “Eduardo Imperador”, se apresentou à polícia sede da Seic. Foram descobertas pelo menos dez empresas em nome dele e de “laranjas”, a maioria ligada às áreas de construção civil e locações de máquinas.

As empresas eram usadas para fraudar licitações e desviar dinheiro da Prefeitura de Dom Pedro. Eduardo nega que tenha tantas empresas e que tenha sido beneficiado. Os dois foram liberados seis dias após a prisão.

Entenda
As operações “Morta Viva” e “Maharaja”, assim como a  “Imperador”, são desdobramentos da “Operação Detonando”, realizada em 2012 após o assassinato do jornalista Décio Sá, quando foram presos os empresários Gláucio Alencar e José Miranda, pai e filho acusados de mandar matar o repórter e de comandar um esquema de agiotagem no Estado.

Na época, a polícia descobriu que o que havia motivado o assassinato teria sido uma postagem no “Blog do Décio” referente à morte do agiota Fábio Brasil, no Piauí. Na operação, foram apreendidos carros de luxo, máquinas pesadas (tratores), documentos e descoberta uma conta com saldo de mais de R$ 5 milhões.

Fonte: G1 MA

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