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O caos nas prisões Brasileiras – Elizete Delgado – barradocorda.com – Ribamar Guimarães – “o bom maranhense”
Publicado em: 31 de janeiro de 2017 - 20:44

O caos nas prisões Brasileiras – Elizete Delgado

“A moderação e o estado de espírito do povo quanto ao tratamento dado ao crime e as criminosos são uma das provas mais irrefutáveis da civilidade de uma nação”.

Winston Churchill

A espetacular falência do Estado é tão grave que os presídios no Brasil  são faculdades onde bandidos fazem pós-graduação no crime com o dinheiro público. É tão grave que no domingo havia sessenta trucidados em Manaus – Cinco dias depois, mais 31 foram trucidados em outra chacina bestial.

Prisões razoáveis e presos tratados com um mínimo de humanidade são o único modo de tirar o país do atoleiro da violência que mata 60 000 brasileiros por ano.

Um preso custa seis vezes mais que um estudante. Por que pagar 4 000 reais por mês para manter um preso na cadeia, sem trabalhar, e ainda dar uma ajuda de 1 000 reais à família dele? Os presos deveriam ter de trabalhar para pagar pelo seu sustento. As ajudas deveriam ser entregues às vítimas, e não aos criminosos.

As lideranças do FDN (Família do Norte), como de resto toda a alta cúpula do tráfico do Brasil, estão atrás das grades. Mas, de dentro dos presídios, dão as ordens, coordenam as finanças e ampliam sua rede. O caos no sistema prisional do país, é generalizado e, lamentavelmente, está longe de u8ma solução. A redução de pena deveria ocorrer somente em conseqüência dos dias trabalhados na prisão, sob a condição de bom comportamento.

As circunstâncias do massacre metódico e brutal de preso contra preso, sem interferência alguma das autoridades, apontam para uma conclusão aterrorizadora: por menos que se levem crendices a sério, as cenas dantescas podem vir a se reproduzir nos superlotados presídios do Brasil, território livre onde quadrilhas exterminam rivais e exibem poder. De dentro dos presídios a alta cúpulas dão as ordens, coordenam as finanças e ampliam sua rede.

Em todos os aspectos, o quadro geral dos presídios é estarrecedor. As condições sanitárias das unidades pelo país afora são geralmente degradantes. Há proliferação de vírus da AIDS, de hepatite e de sífilis. A tuberculose se espalha entre os internos.

A violência e a desordem são parte do cotidiano. Entre 2005 e 2014, 697 presos foram assassinados nas cadeias brasileiras. Na última década houve mais de 17 000 fugas em todo o país.

As causas da desordem são três – A superlotação, o fluxo: entram mais detentos nas prisões do que saem. O terceiro problema, é o excesso de presos provisórios, que ainda não receberam sentença – e, em última instância podem ser ino9centes. Hoje, calcula-se que sejam 250 000.

A investigação da real situação dos mais de 600 000 presos no Brasil que segundo estimativas sempre precárias – alguns chegam aos 50% -, se constituiria de presos sem julgamento. Também há os que já cumpriram a pena. O censo, somado a mutirões judiciários para apressar julgamentos e soltar quem deve ser solto, pode resultar em considerável abatimento da população carcerária. Se por uma vez o Estado brasileiro não fosse tão tosco, em seguida a essas medidas o investimento maciço, para o qual se mobilizariam recursos em dinheiro e em cérebros, seria em estratégias de ressocialização.

Pense nisso.

31/01/2017

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