Na Crise,Crie (Elizete Delgado)

Há quinze anos, iniciamos um novo milênio. O século vinte e um. É pertinente analisar algumas manifestações incontroláveis da natureza sobre o Brasil: a estiagem que já dura dois anos na Região Sudeste, onde se concentram grandes reservatórios de água para consumo e a geração pode ser desestabilizada. Desde outubro de 2013, as chuvas têm ficado abaixo da média histórica da região.
O sentimento natural nessas horas é de indignação com o governo em todos os níveis. Sim, as autoridades têm sua parcela de culpa na crise que estamos vivendo. Quem sofre com seus efeitos corre a buscar culpados. Não há como negar que boa parte do problema se deva à falta de planejamento, inanição, incompetência e corrupção dos governantes. A indignação não é suficiente. Se cada um dos brasileiros passar a consumir metade da água e da energia elétrica a que se acostumou nos tempos da abundância, a crise será superada em menos tempo e com menos sofrimento.

Aqui, em Barra do Corda também estamos sofrendo com os efeitos da crise, aumento da tarifa de energia, combustível, alimentos, entre outros. Os nossos rios estão secando com a derrubada desordenada das nossas matas ciliares e devastação das nascentes, queimadas desenfreadas, uso de agrotóxicos, entre outros. Por aqui,  falta tudo e não se produz quase nada. Setenta por cento do que consumimos vem de fora. O maior empregador continua sendo a prefeitura e a maior fonte de renda vem dos aposentados e dos auxílios sociais.

Sem produção agrícola, sem indústrias, sem comércio, a única saída é como se diz por aqui é “tirar pra fora”.

Os jovens que ficam por aqui não tem perspectiva de vida e 70% – são “nem nem”, nem estudam nem trabalham. As mulheres ou casam muito cedo e se enchem de filhos ou partem para a prostituição,  onde ganham mais do que trabalhando no comércio ou em casa de famílias. Os rapazes enveredam pelas drogas,  consumindo e traficando e, consequentemente, morrem muito cedo. Tudo isso ainda somado ao grande número de mortes de jovens caudado por acidente de motos.

O quadro é desolador. Vocês agora me perguntam e de quem é a culpa? O que poderia ser feito para mudar esse quadro?

O QUE PODE SER FEITO?
A lição mais importante para quem quer ter uma vida diferente é manter a disciplina na transformação.

Invista energia naquilo que você tem poder de mudar. Evite que pensamentos negativos fiquem o tempo todo em sua cabeça. Não existe crescimento se você não saí de sua zona de conforto.
Todos nós queremos uma Barra do Corda melhor;  fazer nossa parte é muito importante. O setor público precisa, urgentemente, realizar estudos e pesquisa, além de elaborar propostas para a melhoria do ambiente de negócios e incentivar a geração de empregos e a manutenção do bem-estar social.

Essas são as práticas efetivas para enfrentar a burocracia, combater a má gestão pública e estimular o empreendedorismo e a economia local. Vamos fazer a nossa parte para termos uma Barra do Corda cada vez mais justa e saudável, do jeito que todos sonhamos.

E lembrem-se:

Não são os mais inteligentes que sobrevivem, mas os que se adaptam melhor.

Barra do Corda, 03/02/2015

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