Maranhão tem uma das piores coberturas de esgoto do país, diz estudo

O Maranhão é um dos estados menos assistidos do país em coleta de esgoto e fornecimento de água. Os dados foram divulgados pelo Sistema Nacional de Informações sobre Saneamento (SNIS) em janeiro deste ano e mostram que apenas 12,1%, dos maranhenses têm acesso a esse tipo de serviço em relação a esgoto.

Segundo o levantamento do SNIS, no tratamento de esgoto, o Maranhão só fica à frente de estados como ParáAcreRondônia e Amapá, considerado o pior em assistência no serviço. Quando o assunto é água, o Maranhão sobe uma posição e fica à frente do Piauí. O Maranhão tem 56,2% de cobertura neste serviço, enquanto o Amapá é o pior, com irrisórios 3,8%.

Em um ranking das 100 maiores cidades do país, São Luís (MA) é a 79ª no quesito, segundo o levantamento produzido pelo Instituto Trata Brasil. Apesar de oferecer serviços d’água tratada a 88,02% dos habitantes, 47,9% da população tem acesso à coleta de esgoto e somente 4,03% do esgoto produzido é tratado.

Ainda segundo o estudo, por causa da precariedade na distribuição, 28,35% dessa água se perde entre vazamentos, roubos e ligações clandestinas, erros ou simplesmente falta de medição. A perda média entre as 100 cidades, de acordo com o instituto, é de 36,9%.
O levantamento aponta ainda que desde 2008, a capital maranhense investiu em água e esgotos apenas R$ 68.138.968 do que foi arrecadado com os serviços, o que corresponde a cerca de 20%.

São Paulo e Distrito Federal lideram a lista; Amapá é o estado com os piores índices (Foto: Foto: Editoria de Arte/G1)
Maranhão é um dos estados com os piores índices (Foto: Editoria de Arte/G1)

G1 entrou em contato com a Companhia de Saneamento Ambiental, mas o órgão não quis se pronunciar.

Plano Nacional de Saneamento
Em paralelo com a Lei do Saneamento Básico, um plano nacional foi elaborado e lançado em 2014 pelo governo federal para servir de base para o setor. O plano estabelece metas de curto, médio e longo prazo com base em indicadores de água, esgoto, manejo de resíduos sólidos, drenagem e manejo de águas pluviais e gestão dos serviços de saneamento. Há metas de universalização dos serviços, de diminuição dos índices de desperdício de água, de erradicação de lixões, entre outros.

Estudo diz que São Luís ocupa 79ª posição em saneamento (Foto: Reprodução/TV Mirante)
Estudo diz que São Luís ocupa 79ª posição em saneamento (Foto: Reprodução/TV Mirante)

Segundo o plano, o custo para universalizar os quatro serviços (água, esgoto, resíduos e drenagem) é de R$ 508 bilhões entre 2014 e 2033. Já para a universalização de água e esgoto, o custo será de R$ 303 bilhões.

Fonte: G1 MA

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