Kanela Apãnjekra relatam ao STF massacre sofrido durante ditadura militar

Grupo com 20 indígenas do povo Kanela Apãnjekra da Terra Indígena (TI) Porquinhos, no Maranhão, protocolou na semana passada uma carta nos gabinetes de todos os ministros do Supremo Tribunal Federal (STF), pedindo o reconhecimento da demarcação da TI, que teve Portaria Declaratória anulada pela 2ª Turma do Supremo em 2014. Os indígenas também participaram de sessão de julgamento do Plenário.

A Terra dos Kanela tem cerca de 800 habitantes, e está localizada a 80 km do município de Barra do Corda. Na carta protocolada, o povo conta sua história, permeada de massacres e invasões do território.  “Somos um povo resistente que lutou pra não ser eliminado pelo Estado brasileiro, especialmente durante a ditadura militar no Brasil”, narra o documento. O grupo relatou aos assessores dos ministros a última das chacinas contra os Kanela, praticada por fazendeiros no período da ditadura. “Chegaram na nossa aldeia e deram bebidas para os indígenas, depois amarraram eles e levaram pra beira do rio, onde mataram todos. Até nossas crianças eles cortavam e jogavam no rio, que ficou vermelho do nosso sangue”, descreveu Manoel Apãnjekra.

O grupo pediu que o Supremo reconsidere a decisão que anulou a Portaria Declaratória de ampliação da TI que, demarcada originalmente em 1979, desconsiderou áreas de fundamental importância para garantir a sobrevivência física e cultural da comunidade. “A decisão do STF impede o acesso dos indígenas às áreas de caça, pesca, plantio e coleta e aos locais sagrados para os Kanela, contrariando o artigo 231 da Constituição Federal de 88, no que se refere ao direito originário indígena”, explica Rafael Modesto, assessor jurídico do Conselho Indigenista Missionário (Cimi).

Os indígenas acreditam que o Supremo, depois de conhecer a história do povo, possa reverter a decisão. “Queremos viver de acordo com nossa cultura, perpetuar nossa língua e dar a nossa educação tradicional aos nossos filhos e netos”, explica uma liderança. Leia a carta na íntegra aqui.

Fonte da notícia: Assessoria de Comunicação Cimi

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