Indígenas Gamela ocupam fazendas e sítios em protesto por terras no MA

Indígenas da etnia Gamela estão ocupando fazendas e sítios em protesto pela retomada do território que foi habitado pelos ancestrais, nos povoados Taquaritiua e Centro do Antero, em Viana, no Maranhão.

O grupo está ocupando duas fazendas e um sítio às margens da MA-014, entre Viana (MA), Matinha (MA) e Penalva (MA). Eles alegam que os imóveis estão dentro de um território indígena de cerca de 14 mil hectares e passa pelas três cidades.

“O povo gamela é um povo indígena aqui do Maranhão que nos anos 50 foi considerado extinto pelo Estado brasileiro, mas é um povo que sempre morou no local onde está. É um território que foi doado na época do Império. O Império reconheceu que o povo gamela tinha direito a esse território e é esse território que pertenceu aos seus ancentrais que o povo gamela está reivindicando agora”, explica a coordenadora do Conselho Indigenista Missionário, Rosimeire Santos.

“Nós espera só de ganhar a terra pra não trabalhar, trabalhar com forma ardia”, diz a lavradora Raimunda Gamela. “Nós vamo reflorestar esses desmatamento que eles fizeram aí, esses igarapé que eles terminaram, acabaram, a gente tem que reflorestar tudinho. E daí vamos manter no território e não sai”, diz o pescador Antônio Gamela.

“Todo o processo de reivindicação de um povo por algum território tem que passar por um estudo antropológico, né? E, antes desse estudo, é necessário primeiro qualificar a demanda. A Funai está na fase de qualificação da demanda pra enviar pra Brasília e Brasília vai decidir ou não sobre a criação de um grupo de trabalho pra tentar montar essa equipe técnica que vai ser responsável por elaborar esse relatório circunstanciado de reivindicação desse território gamela”, explica o coordenador da Funai, Daniel de Carvalho.

Sem previsão de quando o conflito vai acabar, os manifestantes estão dependendo de doações para se alimentar. O grupo também reclama de sofrer ameaças. “Tão vindo aqui no portão atacar, tão indo nas casas que tem mãe de família, pressionar, ameaçar mesmo. Tem várias pessoas que estão sendo ameaçadas diretamente”, conta a pescadora Isabel Gamela.

Além da Funai, outros órgãos de proteção ao povo indígena estão dando apoio ao movimento. “Qualquer situação de violência que seja cometida contra o povo gamela vai ter repercussão nacional. Então, achamos que é melhor que isso seja resolvido pela Justiça. Eventualmente, se for reconhecido que eles têm direito ao território, o proprietário será indenizado, de acordo com as regras legais”, observa o advogado da Comissão de Terras, Rafael Silva.

A produção da TV Mirante não encontrou os donos das fazendas. Por telefone, o proprietário do sítio, Benito Coêlho Filho, afirmou que já ajuizou ação na Justiça pedindo a reintegração de posse da área. Ele afirma que tem a escritura da propriedade e diz que não há nenhum registro de terra indígena nos 28 hectares de sua propriedade.

Fonte: G1 MA

Share on facebook
Facebook
Share on twitter
Twitter
Share on linkedin
LinkedIn
Share on pinterest
Pinterest
Share on pocket
Pocket
Share on whatsapp
WhatsApp

Barra Do Corda portal de notícias, tudo sobre a nossa cidade com:

Rapidez, Verácidade e Ética.

Não se esqueça de se inscrever para receber nossas notícias. Digite seu e-mail e saiba tudo sobre Barra do Corda a nossa cidade.

Informações

Chat
Enviar via WhatsApp
Social Media Auto Publish Powered By : XYZScripts.com