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Filho de Barra do Corda com deficiência visual volta a estudar em Curitiba – barradocorda.com – Ribamar Guimarães – “o bom maranhense”
Publicado em: 25 de janeiro de 2018 - 09:16

Filho de Barra do Corda com deficiência visual volta a estudar em Curitiba

Antônio Marcos Pires de Souza, de 31 anos, decidiu voltar a estudar. Além da vontade, o caso dele chamou atenção das equipes da Secretaria de Educação de Curitiba. O vendedor ambulante é deficiente visual e mora há pouco tempo na capital paranaense. Ele veio de Barra do Corda, no Maranhão, e depois de um mês “bateu” na porta da secretaria pedindo ajuda.

Souza parou de estudar aos 23 anos, depois de quatro anos frequentando uma escola de educação especial do Maranhão. Ele aprendeu a ler e a escrever em braile, mas resolveu deixar a unidade por se sentir desconfortável com a presença de crianças na mesma sala de aula.

O vendedor ambulante foi orientado e prestou o exame de equivalência à primeira fase do Ensino Fundamental. Na mesma semana em que o vendedor buscou voltar a estudar, ele fez a prova contando com a ajuda de uma professora do Departamento de Inclusão e Atendimento Educacional Especializado e obteve o certificado.

“A determinação de Marcos é inspiradora para as pessoas com os diferentes tipos de deficiências que queiram voltar a estudar”, disse a diretora do departamento, Gislaine Budel.

A prova objetiva foi respondida com a ajuda de uma professora: ela leu as questões e escreveu as respostas do rapaz. A redação foi feita com a ajuda de uma régua perfurada, com a qual se marcam os pontos que formam cada letra do alfabeto usado pelos cegos (reglete). O instrumento é fixado nas laterais da prancheta onde é presa uma folha em branco.

Com a declaração de oficial, o vendedor ambulante agora pode garantir uma vaga na segunda etapa do Ensino Fundamental. “Hoje vejo que perdi tempo. Já poderia ter superado tudo isso. Agora, vou por minha vida em ordem”, diz o vendedor, que faz planos para além do Ensino Fundamental. “Quero fazer faculdade de Comunicação”, revela Souza.

O exame de equivalência é oferecido pela rede municipal de ensino a qualquer pessoa que não tenha a certificação de conclusão do 1º ao 5º ano do Ensino Fundamental.

Colaboração Prefeitura de Curitiba

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