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Dia do Índio: uma cultura que precisa ser preservada – barradocorda.com – Ribamar Guimarães – “o bom maranhense”
Publicado em: 19 de abril de 2017 - 11:03

Dia do Índio: uma cultura que precisa ser preservada

Parabéns aos povos indígenas do Maranhão e de todo Brasil, “Esta data tem que ser melhor aproveitada e não apenas lembrada” (www.barradocorda.com)

Essa data foi criada a pedido dos próprios indígenas como forma de lembrar dos direitos desses povos. Sim, desses povos, no plural, porque há várias etnias e cada uma tem sua própria cultura e costumes. Talvez você já tenha ouvido falar de alguns povos como guarani, xavante, xingu, tupiniquim, tupinambá, baré… Esses povos tentam preservar suas tradições, mas a maioria também tem contato com a cultura do “homem branco” e, por isso, eles entendem de arco e flecha mas também de internet. As crianças brincam de videogame e ainda se divertem nos rios e cachoeiras, e muitos deles são bilíngues: falam a língua de seus antepassados e também o português.

Os índios vivem em aldeias, que são locais mais afastados da zona urbana (do centro da cidade). Quando eles nascem, recebem dois nomes, um que é o do povo brasileiro e outro indígena. O nome indígena é dado pelo pajé, líder espiritual e curandeiro, durante uma bela cerimônia, como se fosse um batizado.

Eles caçavam, pescavam e garantiam a sobrevivência com o que viesse da natureza. Corriam livres e sem roupa e não sabiam o que era sentir vergonha da própria nudez. Também tinham o dom de entoar conversas em uma língua que mais parecia um canto. E sempre seguiram rituais e brincadeiras quase infantis.

Curiosamente faziam cerimônias de consultas  aos animais da floresta e aos seus antepassados. Conversavam longamente com os chamados velhos espíritos e diziam ser intuídos por essa gente que já partiu.

E assim traziam do mundo “sobrenatural”, do mundo de lá, segredos, novos ritos e remédios. Praticavam suas curas com ervas, talos, folhas… Uma verdadeira pajelança. E pra quem quem não sabe o que é isso, faço uma pausa nessa prosa e explico: pajelança é um ritual de cura realizado pelo líder espiritual e curandeiro da aldeia.

Quem eram eles? Eles eram, para simplificar a conversa, um povo feliz com suas características e tradições. Mas um povo que foi forçado a “embranquecer…”

E quem é essa gente de quem falo? Nativos? Aborígenes? Indígenas? Qualquer uma dessas palavras os aprisiona, lhes tira o bem maior… Porque liberdade é sempre o nosso maior bem.

A expressão aborígenes, nativos, ou indíos, por definição, é a forma com que fazemos referência às populações que vivem numa determinada área antes da sua colonização ou, ainda, uma forma de nos referirmos a um povo que, após a colonização, não se identifica com o povo que os coloniza.

Desta forma, povo indígena, ao pé da letra, no sentido literal quer dizer “originário de determinado país, região ou localidade.  E apenas isso? Uma definição que não os define!? Depois de colonizados que direitos têm os índios? Como garantir que sua língua e seus costumes não desapareçam?

Com essas questões em mente, em 1940, foi realizado, no México, o I Congresso Indigenista, onde foram discutidos temas referentes à qualidade de vida dos índios. E, para dizer o mínimo, isso balançou com a cabeça de muitos governantes.

Três anos depois, no Brasil, Getúlio Vargas, que era o presidente do país na época, decretou que em todo dia 19 de abril seria comemorado o Dia do Índio. E isso demarcaria uma nova forma de ver, pensar e tratar as questões que iriam garantir aos índios suas terras, sua cultura e suas tradições.

Setenta e quatro anos depois, os indígenas ainda lutam para assegurar às gerações futuras seus territórios ancestrais e sua identidade étnica e cultural. Lutam para que seu povo não desapareça e para que o dia 19 de abril não seja apenas uma data em sua homenagem.

Fonte: http://www.dm.com.br

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