Descaso nas agências bancárias de Barra do Corda (Rafael Puça)

Feriados estendidos, mais conhecidos como “feriadão”, são sempre bem-vindos quando se trata de visitar sua terra natal. Com a nossa Princesa do Sertão, não é diferente. Para quem é barra-cordense de coração, toda vez que temos oportunidade, fazemos o possível para passar alguns dias por aqui.

Sentimentos nostálgicos sempre afloram nossa mente toda vez que pisamos nessas terras. Contudo, é preciso que tomemos certos cuidados ao planejar uma viagem para cá. Principalmente se o feriadão iniciar-se no começo ou fim de mês. Isso porque geralmente são nestes períodos que a remuneração dos funcionários e/ou aposentados costuma ser disponibilizada nos respectivos bancos.

À vista disso, em que pese não ser muito apropriado andarmos com muito dinheiro na carteira (uma vez que assaltos são cada vez mais recorrentes aqui no Maranhão), é recomendável que o visitante traga consigo uma quantidade razoável de dinheiro em espécie, visto que não se pode confiar nos bancos locais para sacar dinheiro. Pude presenciar o descaso cometido pelas agências bancárias de Barra do Corda desde o dia que cheguei. Primeiramente no dia 5 de setembro (sábado), quando pela manhã, fui à agência do Banco do Brasil e só havia um caixa eletrônico disponível para saque. Nesse mesmo dia, fui novamente a essa agência pela noite, e para minha surpresa não havia dinheiro disponível em mais nenhum caixa.

Nesta terça-feira 8 de setembro, pela manhã, fui a uma agência do Banco do Bradesco, e a situação nesse local estava realmente degradante. Pessoas se amontoavam, espremendo-se para adentrar na parte interior do local. Entre elas figuravam idosos e crianças, algo realmente lamentável. De outra sorte, inúmeros são os relatos de que em agências de outros bancos ocorreram algo similar. Assim, pode-se concluir que o problema está generalizado, visto que a precariedade das agências em comento não está restrita a apenas um banco.

É notório que o problema ora exposto não é recente, sendo que tenho conhecimento de que várias reclamações já foram feitas através das ouvidorias dos bancos, contudo tal problema ainda persiste. Hodiernamente, no Maranhão, temos um PROCON (Orgão de Proteção e Defesa do Consumidor) que mesmo em pouco tempo, tem conseguido feitos notáveis para com a sociedade maranhense, tais como a ampliação deste órgão – com implantação de novas unidades – para várias cidades do interior, além de uma ação judicial que culminou na inédita queda do preço da gasolina nos postos de combustível da capital.

O aludido órgão é incumbido de fiscalizar e solucionar problemas entre consumidor e empresas, de forma prévia. Especificamente sobre o caso em tela, é necessário explicar que a relação entre banco e cliente é uma relação de consumo, e, portanto, o PROCON seria plenamente competente para dirimir litígios extrajudiciais e formalizar acordos de conduta com os Bancos, visando amplo respeito ao cliente, com um atendimento minimamente condizente com a fortuna que as instituições bancárias lucram todos os anos. Destarte, seria de boa monta que o município, em parceria com o governo estadual, se esforçasse no sentido de trazer para Barra do Corda uma unidade do PROCON, pois enquanto continuar da forma que está, todos nós, que precisamos dos serviços bancários (alguns até simples como um saque) iremos padecer, ficando a mercê dos bancos que, acostumados a práticas abusivas, não irão melhorar seus serviços sem que haja uma intervenção por parte das autoridades competentes.

Por Rafael Puça.

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