Câmara homenageia os 180 anos da revolta da Balaiada

A Câmara dos Deputados promoveu uma sessão solene em homenagem aos 180 anos da revolta da Balaiada. O 2º vice-presidente da Câmara dos Deputados e requerente da sessão, André Fufuca (PP-MA), ressaltou a importância de “reverenciar os homens e mulheres que prestaram a vida para a consolidação do País e do estado do Maranhão”.

Segundo Fufuca, a Balaiada foi uma revolta decisiva para a manutenção da integridade territorial e para a formação da identidade brasileira. Ele lembrou também dos motivos que levaram a então província a se rebelar. “Além da situação nacional de instabilidade política e necessidade de reformas, aponta-se como fatores de rebelião a disputa entre cabanos e bem te vis, o recrutamento militar arbitrário e a organização econômica e social do Maranhão na primeira metade do século 19”, recordou.

Durante a solenidade, o deputado Zé Carlos (PT-MA) disse que muitas das mazelas que levaram à deflagração da Balaiada ainda estão presentes nas regiões mais pobres do País, em particular no Maranhão. “São mazelas que, da mesma forma daquela época, continuam excluindo a população pobre dos direitos que lhe são devidos”, afirmou.

Zé Carlos lembrou que um dos motivos que levou ao levante da Balaiada foi a violência que era cometida contra os trabalhadores rurais e mais pobres. “Hoje, o Maranhão é o segundo maior estado em número de homicídios no campo, ficando atrás somente do Pará”, afirmou, com base no relatório mais recente apresentado pela Comissão Pastoral da Terra (CPT). “A violência contra os trabalhadores do campo é uma mazela que o País precisa urgentemente enfrentar e erradicar”, finalizou.

História
A Balaiada, movimento eminentemente popular constituído por trabalhadores, artesãos, pequenos agricultores e pastores, escravos e quilombolas, eclodiu em 1838, no contexto do período regencial do Brasil, no Maranhão. Entre seus líderes destacaram-se Raimundo Gomes, Francisco Ferreira e Negro Cosme, que chefiava um grupo estimado em 3 mil escravos.

Os rebeldes tiveram êxitos militares, chegando a ocupar áreas nas províncias do Maranhão, Piauí e Ceará. No fim, contudo, as forças imperiais prevaleceram. As tropas nacionais foram sucessivamente derrotando os balaios, e o conflito terminou em 1841.

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