A Rota da Fome

A estrada de terra – rodeada de lixo – é o único acesso ao Município de Fernando Falcão, que tem cerca de 9.000 habitantes.

Identificado como o município com o segundo pior IDH do Brasil e, segundo a reportagem do programa Repórter Record Investigação, mostra que Fernando Falcão é o pior lugar para se viver no Maranhão. A reportagem foi gravada no dia 23, segunda feira no povoado Sítio dos Arrudas, onde acompanharam a rotina da família de Carmem, mãe de cinco filhos.

Após três meses de investigação, os repórteres Daniel Motta e Heleide Hering enfrentaram quase cinco mil quilômetros de estradas esburacadas e de terra para chegar às cidades mais isoladas e pobres do Brasil. O programa mostrou depoimentos inéditos sobre a luta permanente e desesperada dessas famílias para conseguir se alimentar e revela a face mais cruel da fome. O programa mostrou também os municípios de Centro do Guilherme, Belágua e Marajá do Sena.

Franciele tem duas filhas e ganha em média, 30 reais por mês. “Tem dia que a gente passa como Deus quiser”, relata.

Em 2000, o Governo Federal mandou R$ 584 mil para um programa de geração de renda, que poderia ajudar pessoas como Franciele. Até hoje, o Ministério Público Federal quer saber o que foi feito com o dinheiro. Na época o prefeito era Zeferino Almeida.

“Nada foi comprovado que eu corrompi esse dinheiro. Saí pobre da prefeitura”, afirma.

O especialista em Desenvolvimento Sócio-econômico João Gonçalo de Moura, professor da UFMA, comentou: “Em Fernando Falcão você não vai encontrar ninguém reclamando da vida porque a situação que conhecem é aquela. A miséria não leva às pessoas a infelicidade. Muitas nem sequer têm a noção de que aquela vida é miserável. A miséria é enxergada por quem está de fora.

Os estados vizinhos Piauí e Pará, estão na nossa frente são estados vizinhos que têm realidades muito parecidas ou até pior em termos de potencial econômico e condições para o desenvolvimento. O Maranhão possui o segundo maior litoral do Brasil, possui cinco bacias hidrográficas, estrutura fantástica de área portuária.

É importante garantir políticas públicas que visem uma melhor distribuição de renda, tornando os cidadãos autônomos economicamente. Isto só será possível quando a Educação for melhor, a agricultura familiar, a saúde pública de qualidade, saneamento básico e políticas sérias e integrais para crianças e adolescentes. Sem este lado, só discurso será perda de tempo.

Pensem Nisso.

07/04/2015

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