A Deputada Federal Eliziane Gama Representará o PPS na CPI da Petrobras

A deputada federal Eliziane Gama (PPS-MA), membro da CPI da Petrobras, pedirá as convocações do ministro da Justiça, José Eduardo Cardozo (PT-SP), do senador Fernando Collor de Mello (PTB-AL), do ex-ministro da Casa Civil José Dirceu (PT-SP) e do ex-ministro da Fazenda Antonio Palocci (PT-SP), para depor.

De acordo com a coluna de Felipe Patury, da Revista Época, a deputada preparou os quatro requerimentos e apresentou  nesta quinta-feira (26), quando a CPI foi instalada. Os políticos serão chamados por motivos diversos: Cardozo precisaria esclarecer a reunião que teve com o advogado Sérgio Renault, da UTC; Collor será chamado para explicar a acusação do doleiro Alberto Youssef, o operador do petróleo; já Dirceu e Palocci serão questionados sobre um trecho da delação premiada de Youssef, em que o doleiro afirma que ambos possuíam ligações com Júlio Camargo, executivo da Toyo Setal, outra empreteira investigada pela Operação Lava Jato.

O relator da CPI da Petrobras, deputado Luiz Sérgio (PT-RJ), defende a convocação do ex-gerente executivo de Engenharia da empresa Pedro Barusco. Barusco é um dos delatores da Operação Lava Jato e disse à Polícia Federal que o esquema de corrupção na estatal teria começado em 1997. A CPI foi instalada com a finalidade de investigar irregularidades cometidas apenas a partir de 2005.

Luis Macedo / Câmara dos Deputados
Sessão de instalação da CPI da Petrobras. Dep Luis Sérgio (PT-RJ) relator da CPI
Luiz Sérgio (E): como está no foco da investigação, seria bom que Barusco viesse à Câmara.

“Barusco, que conseguiu delação premiada, afirmou que muito antes do governo Lula já ocorria esses delitos. Como está no foco da investigação, seria de bom tamanho que ele [Barusco] pudesse explicar como se deu isso”, afirmou o Luiz Sérgio.

Mas, para que o delator seja interrogado, os membros da comissão tem antes de aprovar requerimento nesse sentido. Os requerimentos só poderão ser apresentados à CPI a partir da próxima segunda-feira (2). E a primeira reunião para votar esses pedidos vai ocorrer na quinta-feira da semana que vem (5). Neste dia, o relator vai apresentar seu plano de trabalho, ou seja, informar como pretende conduzir as investigações.

Confira a lista dos deputados integrantes da CPI.

A possível convocação de Barusco tem o apoio do deputado Afonso Florence (PT-BA). “Se há um réu confesso que diz que começou a prática de corrupção nos anos 90, vamos apurar essa informação. Se confirmada, a retroatividade será condição fundamental para que a investigação seja feita”.

Oposição
O deputado Antonio Imbassahy (PSDB-BA) não quis antecipar os requerimentos que serão apresentados pela oposição e declarou que não se opõe a ampliar o período de investigação, desde que haja provas de que havia um esquema de corrupção durante o mandato do ex-presidente Fernando Henrique Cardoso parecido com o que o Ministério Público investiga atualmente, referente ao período de mandato dos presidentes Lula e Dilma.

“Na medida em que haja a comprovação de que houve uma quadrilha organizada nos moldes do que houve no governo do PT, tem que retroagir”, comentou.

Doações de campanha

Luis Macedo / Câmara dos Deputados
Sessão de instalação da CPI da Petrobras. Dep. Hugo Motta (PMDB-PB)
Hugo Motta foi eleito para presidir a CPI. Ele derrotou o deputado Ivan Valente.

A CPI foi instalada nesta quinta, com a eleição do presidente do colegiado, deputado Hugo Motta (PMDB-PB). Motta concorreu com o deputado Ivan Valente (Psol-SP), que se lançou como candidato no início da reunião e apresentou questão de ordem pedindo o afastamento de todos os integrantes da comissão que receberam doações de campanha das empresas investigadas pela Operação Lava Jato.

O líder do Psol, deputado Chico Alencar (RJ), sustentou que o afastamento desses parlamentares seria necessário para garantir a isenção da CPI. “É evidente que quem recebeu verbas dessas empresas tende a ficar tolhido na sua independência como deputado”, disse.

A questão de ordem, no entanto, foi negada pelo deputado Arnaldo Faria de Sá (PTB-SP), que presidia a sessão naquele momento por ser o mais velho entre os integrantes da comissão. A maioria dos deputados presentes argumentou que doações legais não poderiam ser criminalizadas.

O próprio relator da CPI admitiu ter recebido doações de empreiteiras investigadas na Operação Lava Jato e negou que isso vá influir em seu trabalho. “O fato de ter recebido recursos, como permite a legislação, das empresas não me coloca na condição de advogado delas”, declarou Luiz Sérgio.

Brizza Cavalcante
Ivan Valente
Valente queria o afastamento de todos os integrantes da CPI que receberam doações de empresas investigadas pela PF.
O líder do PMDB, Leonardo Picciani (RJ), sustentou que a questão de ordem era “uma tentativa de tumultuar o começo dos trabalhos”. “Todos aqui tiveram suas campanhas financiadas. Os parlamentares foram diplomados porque tiveram suas contas de campanha aprovadas. Não podemos transformar um ato legal em ilegal”, afirmou.

Hugo Motta foi eleito presidente com 22 votos, contra 4 de Ivan Valente e 1 voto em branco.

Sub-relatorias
Na próxima quinta, Luiz Sérgio vai informar se pretende criar sub-relatorias para a comissão.

Reportagem – Antonio Vital
Edição – Marcelo Oliveira
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