Grécia discute reformas para garantir aceitação, diz governo

Grécia está discutindo sua lista de reformas, incluindo medidas para lidar com a sonegação fiscal e corrupção, junto a parceiros internacionais para garantir que a lista seja aceita, disse nesta segunda-feira (23) o porta-voz do governo, Gabriel Sakellaridis.

Ele afirmou que a lista ainda não havia sido enviada a Bruxelas, mas que isso seria feito até o final desta segunda-feira, como exigido pela zona do euro sob o acordo para prorrogar o acordo financeiro da Grécia.

“Vai incluir reformas que buscarão lidar com a sonegação de impostos e corrupção para que os impostos sejam alocados de uma maneira mais justa em termos sociais”, disse ele à TV Skai.

Acordo
Na sexta-feira, o Eurogrupo e a Grécia chegaram a um acordo para prorrogar a ajuda financeira aAtenas, após negociação que envolveu ministros das Finanças europeus e o Fundo Monetário Internacional (FMI).

O programa de resgate para o pagamento da dívida grega foi prorrogado por mais quatro meses, evitando assim um calote a credores internacionais, que poderia tirar o país da zona do euro.

O acordo firmado prevê que Atenas levará a cabo reformas para obter a ajuda adicional. Uma primeira lista de medidas de reformas deve ser enviada em carta ao Eurogrupo ainda nesta segunda-feira.

Entenda o impasse
Afundada em uma dívida de 185% de seu PIB em 2014, a Grécia elegeu este ano um governo que quer abandonar as duras medidas de austeridade (cortes de gastos) impostas por um acordo de resgate com a União Europeia e o FMI para pagar sua dívida externa.

O país pediu para trocar o programa de ajuda de 240 bilhões de euros – que expira em fevereiro –, por um empréstimo de mais seis meses, que a desobrigaria de seguir regras tão rígidas. Se um acordo não saísse, a Grécia poderia ficar sem dinheiro já no fim de março e, com isso, correria o risco de deixar a zona do euro.

Alemanha e outras economias fortes da zona do euro pediram garantias de que a Grécia vai atender às rígidas condições impostas por seu resgate internacional, mas Atenas estava determinada a reduzir a austeridade, acreditando que isso vai reanimar sua combalida economia.

Na última década, a Grécia gastou bem mais do que podia, pedindo empréstimos pesados e deixando sua economia refém da crescente dívida. Nesse período, os gastos públicos foram às alturas, e os salários do funcionalismo praticamente dobraram.

Enquanto os cofres públicos eram esvaziados pelos gastos, a receita era afetada pela evasão de impostos – deixando o país totalmente vulnerável na crise de crédito de 2008.

Atualmente, a dívida grega é de cerca de 320 bilhões de euros (em torno de R$ 1 trilhão) e supera, em muito, o limite de 60% do PIB estabelecido pelo pacto assinado pelo país para fazer parte do euro.

O montante da dívida deixou investidores relutantes em emprestar ao país. Hoje, eles exigem juros bem mais altos para novos empréstimos.

Fonte: G1, em São Paulo

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