COP 21 adia para sábado o acordo global sobre o clima

A presidência da COP 21, a conferência sobre o clima, em Paris, anunciou na madrugada desta sexta-feira (11) que passou para sábado (12) de manhã a publicação do texto do acordo final sobre as metas para frear as mudanças climáticas.

“A apresentação da redação do projeto global foi adiada desta sexta para sábado”, afirmou o ministro francês das Relações Exteriores, Laurent Fabius, presidente da cúpula.

O objetivo é “consultar os grupos para fixar a versão final, que será apresentada na manhã de sábado para sua adoção ao meio-dia”, anunciou a presidência, segundo a qual não existirá uma nova “versão intermediária” do texto.

O prazo inicial era que os 195 países membros aprovassem durante a tarde de sexta-feira o acordo histórico, que pretende frear o aquecimento do planeta.

“Preferimos ter o tempo de consultar as delegações ao longo de sexta-feira” ,disse uma fonte, antes de destacar que a maratona noturna de negociações aconteceu em um “bom ambiente”.

“As coisas seguem em um bom caminho”, afirmou o presidente da COP21, o chanceler francês Laurent Fabius.

Às 6h (3h de Brasília), os negociadores já haviam abandonado as salas de reunião e algumas delegações deixavam o centro de convenções de Le Bourget, ao norte de Paros.

De acordo com o ministro nicaraguense de Políticas Nacionais, Paul Oquist, a sexta-feira será dedicada a “consultas”, antes da publicação do texto no sábado.

Dois representantes de outra delegação latino-americana afirmaram à AFP que tiveram a impressão de que pela primeira vez China e Estados Unidos mediam forças durante as negociações.

“A China disse tudo o que não gostava no texto”, disse uma fonte, antes de afirmar que, se as apreciações do negociador chinês forem levadas em consideração, será necessário “reescrever tudo”.

“O discurso do (secretário de Estado americano John) Kerry foi muito bom, mas muito duro com os países em desenvolvimento”, ao citar o princípio de “diferenciação”, redigido em termos finalmente aceitáveis para Washington.

O centro dos debates continua sendo o princípio de “responsabilidades comuns mas diferenciadas” inscrito na Convenção da Rio-1992, que define uma distinção entre países desenvolvidos e países em desenvolvimento no que diz respeito à responsabilidade histórica da mudança climática.

Os países ricos temem ser os únicos a realizar grandes esforços econômicos e de redução de emissões de gases do efeito estufa em consequência deste princípio. Por este motivo pressionam para que os países emergentes, como China e Índia, que se tornaram grandes emissores de gases do efeito estufa, também tenham obrigações.

Novo esboço
Um novo esboço do acordo do clima foi publicado na noite de quinta (10) na COP 21. em relação à versão anterior, circulada um dia antes, muitos pontos de desacordo foram resolvidos, mas as opções mais ambiciosas de corte indicadas no documento desapareceram.

O novo texto-esboço indica que sua meta será a de manter o aquecimento médio do planeta “bem abaixo de 2°C”, mas “buscando esforços para limitar o aumento de temperatura a 1,5°C”. Não há menção, porém, a números específicos de cortes de emissão e “descarbonização” total a longo prazo, que ainda aparecia na versão anterior.

Fonte: G1, em São Paulo

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