Preso e condenado pelo assassinato de Eliza Samudio, Bruno abre o jogo à PLACAR

Goleiro, preso pelo assassinato de Eliza Samudio, assina contrato com o Montes Claros, de Minas Gerais, e mantém o sonho de voltar a jogar baseado em uma difícil estratégia de seus advogados

O grunhido dos urubus que pousam sobre um dos pavilhões é a trilha sonora em uma das áreas mais pobres de Contagem, região metropolitana de Belo Horizonte. Até que, de dentro da penitenciária de segurança máxima Nelson Hungria, ecoam palmas e cânticos entusiasmados. Um dos pregadores do culto evangélico, realizado todos os dias durante o banho de sol dos detentos, é Bruno Fernandes das Dores de Souza, condenado a 22 anos e três meses pelo assassinato da ex-amante Eliza Samudio.

Ao entrar em uma sala reservada para a entrevista à PLACAR, o goleiro sacode a poeira do uniforme vermelho. Depois de ter rezado o culto, enxada em punho, foi capinar o terreiro de uma das alas da penitenciária. A camisa desbotada, a calça suja e as botinas surradas mostram que a vida atrás das grades tem sido dura para o ex-goleiro, que exibe uma cicatriz de arranhão no pulso esquerdo. “Acidente de trabalho”, diz, debruçando sobre a mesa, com a expressão tensa e gangorreando na cadeira.

Ao falar de futebol, entretanto, Bruno não contém o sorriso. No fim de fevereiro, ele assinou contrato de cinco anos com o Montes Claros, time da segunda divisão de Minas Gerais, na tentativa de retomar a carreira interrompida em 2010. “Eu vou voltar a jogar”, diz. “Quero muito poder jogar bola novamente, sair deste lugar… Infelizmente, querer não é poder. Mas acredito no milagre de Deus.”

Evangélico, Bruno diz ter reencontrado a fé durante o período no cárcere. “Eu tenho um tio que é pastor. Com o sucesso, eu me afastei de Deus. Mas aqui dentro eu me reconciliei com Deus, vou me batizar este ano. Frequento a igreja e dou a palavra todos os dias”, afirma. A tentativa de suicídio, no longo período que passou isolado em uma solitária, fez aflorar sua veia religiosa. “Foi Deus que não permitiu que eu me matasse.”

Bruno relembra intrigas e título brasileiro no Flamengo: “A última palavra era minha”

Entre as grades e as redes: o recomeço no futebol depois da prisão

Da lembrança de jogador, uma imagem não lhe sai da cabeça. “Por tudo que fiz pelo Flamengo, e por tudo que o Flamengo fez por mim, eu me sinto um ídolo do clube. Eu era o primeiro jogador que as crianças vinham abraçar.” Além de voltar a ter o abraço das duas filhas, Bruna Vitória e Maria Eduarda, que ele não vê há mais de dois anos, do casamento com Dayanne Rodrigues – absolvida das acusações de sequestro e cárcere privado do filho de Eliza com Bruno -, o ex-goleiro quer ser um ídolo para Bruninho. “Vou conquistar o amor dele.”

Para pagar a pensão do filho, Bruno vendeu o sítio que teria sido o cenário de horror do assassinato de Eliza Samudio, que rendeu cadeia a outros dois nomes centrais da trama: Marcos Aparecido dos Santos, o Bola, condenado a 22 anos pelo assassinato e ocultação do cadáver da ex-modelo, e Luiz Henrique Ferreira Romão, o Macarrão, amigo de infância e antigo “faz-tudo” de Bruno, sentenciado a 15 anos por homicídio e cárcere privado. Pelo trabalho na cadeia, ele recebe pouco mais de 500 reais. A cada três dias trabalhados, ganha um de redução na pena. Atolado em dívidas, pouco sobrou dos gordos vencimentos que acumulava no Flamengo, estimados em 160000 reais por mês.

No Flamengo: ídolo das crianças
No Flamengo: ídolo das crianças | Crédito: Renato Pizzutto

Ele reivindica na Justiça mais de 1 milhão de reais em direitos de imagem e trabalhistas devidos pelo clube. Recentemente, cobrou 10000 dólares para dar entrevista a uma TV japonesa – a entrevista à PLACAR foi concedida sem pagamento de cachê, norma da revista. Para prover o sustento dos filhos, Bruno reivindica o direito de voltar a jogar pelo Montes Claros, com o qual acertou salário de 1430 reais por mês e multa rescisória de 2,86 milhões de reais em caso de negociação para outro clube.

MACARRÃO, O EX-AMIGO

A manobra jurídica para reconduzi-lo às redes é orquestrada pelos advogados Tiago Lenoir, Francisco e Wallace Simim. Ele chegou a ser oferecido ao Villa Nova, mas o juiz negou a transferência para a Associação de Proteção e Assistência aos Condenados (Apac) da cidade por causa de um ato de indisciplina do ex-goleiro na prisão. Em abril de 2013, ele teria ameaçado dois detentos e um agente penitenciário depois de emitirem comentários libidinosos sobre sua mulher, Ingrid Calheiros. Apesar de ter negado a acusação, foi proibido de receber visitas e ficou sem banho de sol por 30 dias, além de ter perdido um terço do desconto da pena.

Agora, com o contrato com o Montes Claros, Bruno tenta ser transferido para a penitenciária da cidade do Norte de Minas. O primeiro pedido da defesa falhou, já que o juiz da cidade alegou superlotação da cadeia. Por outro lado, ainda falta convencer as autoridades de que a volta ao futebol é legal. Sua defesa, que ainda espera julgamento de recurso para diminuir a pena de Bruno – retirando a acusação de mandante do assassinato – e fazer com que ele volte a júri popular pelos crimes de ocultação de cadáver e sequestro do filho, sustenta que ele pode jogar, mesmo cumprindo pena em regime fechado. “O Bruno tomou uma `cadeiada¿ dessas por um crime que não cometeu, por confiar demais em um amigo [Macarrão]. Merece voltar a exercer a profissão de goleiro”, diz o advogado Francisco Simim.

Segundo André Myssior, especialista em ciências penais pela Universidade Federal de Minas Gerais, o pedido da defesa é difícil de ser acatado. “A Lei de Execução Penal realmente prevê essa possibilidade de o detento em regime fechado prestar serviço externo a uma entidade privada, como um clube de futebol. Não é ilegal. Mas, como o processo ainda está em fase de recurso e, em tese, a prisão do Bruno é preventiva, para manter a ordem pública, seria contraditório que o liberassem. Sem contar que é difícil mobilizar a escolta policial para um só preso enquanto outros não têm a mesma regalia.”

Bola, algemado, Eliza e Macarrão: o corpo da vítima até hoje não foi encontrado
Bola, algemado, Eliza e Macarrão: o corpo da vítima até hoje não foi encontrado | Crédito: Arquivo Placar

Bruno já cumpriu mais de um sexto da pena e ainda descontou um ano com trabalho. Com exceção do episódio de abril do ano passado, apresenta bom comportamento e tem contrato de trabalho assinado com um clube de futebol. Do jogador que por mais de dois anos foi capitão do Flamengo, restou um homem com remorso, que se diz culpado por ser amigo e omisso demais, reafirmando que a responsabilidade pelo assassinato de Eliza é de Macarrão. “Por querer preservar a amizade com o Luiz Henrique [Macarrão], não contei a verdade para a polícia. Sou firme no que eu falo: não mandei matar a Eliza. No inquérito não há nenhuma prova”, diz.

Hoje, em sua pequena cela, com uma cama de concreto, colchão, coberta, travesseiro e televisão, ele assiste a poucos jogos e, no tempo livre, lê e responde cartas que recebe da família e de fãs. A esposa Ingrid o visita todos os sábados e, uma vez por mês, o casal tem direito a visita íntima e passam uma noite juntos. Na sessão de fotos para a PLACAR, mostrou-se preocupado em sair com o uniforme de presidiário e com as marcas de expressão no rosto: “Dei uma envelhecida, né?”

Bruno segura a camisa do Montes Claros, que tem escudo inspirado no Grêmio
Bruno segura a camisa do Montes Claros, que tem escudo inspirado no Grêmio | Crédito: Alexandre Battibugli 

‘ACREDITO NO MILAGRE’

Arrependimento, tentativa de suicídio, fé e a ilusão de voltar a jogar: abaixo, a entrevista de Bruno

Você acredita que pode voltar ao futebol, mesmo cumprindo pena em regime fechado?

Meu objetivo é cumprir minha pena, com dignidade. Quero sair do cárcere e dar a volta por cima se acontecer de sair [para jogar]. Tem gente que ainda confia em mim. Quem mais me incentiva a voltar aos gramados é a minha esposa [Ingrid Calheiros]. Quero voltar a jogar por ela.

Como foi o momento da assinatura do contrato com o Montes Claros?

Agradeço a Deus e ao presidente do Montes Claros por essa oportunidade. Fiquei muito emocionado. Queria que minha esposa estivesse do meu lado no dia em que assinei o contrato. Quando ela veio me visitar, nós nos abraçamos e choramos bastante. É o recomeço de uma vida.

Além de conseguir a liberação judicial para jogar e treinar sob escolta, você precisa ser transferido para Montes Claros. Acha que é possível romper essas barreiras?

Eu acredito que vou voltar a jogar. Quero muito poder jogar novamente. Infelizmente, querer não é poder. Mas eu acredito no milagre de Deus. Espero que Ele possa quebrantar os corações daqueles que vão julgar minha causa.

Em quanto tempo teria condições de jogo?

Dá uma olhada, estou até magrinho [risos]. Perdi 10 quilos de massa muscular quando cheguei na prisão. Agora já recuperei o peso, mas a massa muscular está bem abaixo do que era. No Flamengo eu tinha alimentação balanceada, nutricionista, estrutura para treinar. Por ter um bom biotipo, acredito que de três a quatro meses eu esteja em forma.

Qual cena você imagina em sua possível volta ao futebol?

Eu sonho em jogar no Mineirão de novo, ouvir a torcida gritando meu nome. Não custa sonhar. Depende da parte jurídica agora. Errar é humano. Permanecer no erro é burrice. Eu errei e estou pagando muito caro pelo meu erro. Estou arrependido. Mas não deixei de correr atrás. Quero pagar pelo meu erro e dar a volta por cima. É um momento de recomeço. Há dois caminhos. Se você encarar o sistema prisional como um castigo, sai daqui pior do que entrou. Se encarar como um aprendizado, sai melhor. Eu enxergo dessa forma. Eu tenho um tio que é pastor. Com o sucesso, eu me afastei de Deus. Mas aqui dentro eu me reconciliei com Deus, vou me batizar este ano. Vou sair da prisão como uma pessoa melhor.

Você já chegou a treinar no presídio?

Eu faço exercícios básicos, abdominais, flexões. Lembro de como eu fazia no Flamengo e tento repetir as atividades sem bola aqui. Mas é muito pouco.

E futebol com os outros presos, você joga?

No banho de sol, eu não atuo como goleiro. Jogo na linha, sou habilidoso. Eu batia faltas, né? Sou teimoso, grandão, fico na frente trombando, fazendo gol. Estilo Ibrahimovic. Os caras insistem pra eu jogar no gol, mas aí eu não pulo, porque a quadra é de cimento. Não quero me machucar. E eles fazem graça: “Poxa, Bruno, tá ruim mesmo, hein?” Teve uma vez em que eu estava meio disperso e tomei um gol por baixo das pernas. Um cara gritou: “Como é que você toma um gol desses?” Quando eu tomo gol, já mando logo outro no meu lugar porque eu gosto é de jogar na linha.

Que outras atividades tem feito na prisão?

Qualquer trabalho eu encaro. Já costurei bola aqui dentro. Tem muito jogador que gosta de colocar a culpa na bola. Mas agora eu conheço cada ponto da bola. Sei quando o cara está dando migué. A bola aqui do presídio não é ruim, não. Dá pra rolar legal. Eu também já fiz diversos tipos de artesanato, trabalhei na lavanderia, na fábrica de blocos de concreto… Saio todo sujo do trabalho. Olha o meu estado [aponta para as roupas sujas]! Antes de vocês chegarem, eu estava capinando. Tudo que puder fazer para remir [diminuir] minha pena, vou fazer, para abreviar meus dias neste lugar.

Por ter sido jogador e pelo fato de seu caso ter sido exposto pela mídia, os outros presidiários não têm rixa com você?

Nós, presos, somos todos iguais aqui. Eu respeito para ser respeitado. Sou até mais cobrado do que os outros. Muita gente acha que, por ter sido jogador de futebol, eu tenho regalias aqui. E não é. Pago um preço alto pela fama.

Como imagina a recepção dos torcedores?

Eu sei que minha volta ao futebol não vai ser fácil. Vou sofrer a pressão e o julgamento das arquibancadas. Mas eu vou superar. Temos o exemplo do Edmundo, que já foi chamado de assassino pelos torcedores. Eu também fui chamado de assassino. Em um dos meus últimos jogos, contra o Botafogo, a torcida deles me xingou no Engenhão, me chamou de assassino de bebê.

No julgamento, você disse que desde o começo sabia que a Eliza estava morta. Como foi entrar em campo com esse peso sobre as costas?

Meu último jogo com a camisa do Flamengo, contra o Goiás, não foi nada agradável. Eu não estava concentrado, meu pensamento estava longe, a cabeça revirada. É um jogo que eu gostaria de apagar da minha vida.

Bruno no auge, na Gávea: salário de R$ 160 000 e cogitado para a seleção
Bruno no auge, na Gávea: salário de R$ 160 000 e cogitado para a seleção | Crédito: Daryan Dornelles

Voltar a jogar pode melhorar sua imagem?

A partir do momento em que eu tiver a oportunidade de sair e voltar aos gramados, tenho certeza de que as pessoas vão me olhar com outros olhos e ver quem realmente eu sou. O jogador é um personagem. Quando você veste a camisa de um time, você encarna um personagem. Mas ninguém conhece o ser humano, de fato. As pessoas que convivem comigo podem dizer quem eu sou. Quem conhece o Bruno pela televisão me julga como bad boy, mas ninguém sabe quem é o Bruno de verdade. Pergunta ao roupeiro do Flamengo quem era o Bruno… Aí você vai conhecer o verdadeiro Bruno.

E se não conseguir jogar?

Estudei até a 3ª série. Pretendo voltar a estudar. Hoje eu tenho outras metas e outros sonhos. Minhas filhas, minha esposa e minha mãe querem me ver jogando outra vez. Elas acreditam em mim e na minha força. Mas também não descarto fazer educação física, ser um preparador, treinador de goleiros, quem sabe? Quero continuar no meio do futebol.

Como está sua relação com seu filho Bruno?

Não tive a oportunidade de estar próximo dele. Nossa convivência de pai e filho foi muito pouca. Voltando a jogar ou não, tenho certeza de que serei um pai de verdade para ele, assim como sou para minhas filhas. Vou ser um pai presente. Vou conquistar o amor dele. Mesmo longe, minhas filhas são apaixonadas por mim. Muita gente só fala em Bruninho, Bruninho… Mas eu também tenho outras duas filhas do meu primeiro casamento. Há mais de dois anos eu não as vejo.

Bruno em ação pelo Galo: sonho de voltar a disputar o Mineiro
Bruno em ação pelo Galo: sonho de voltar a disputar o Mineiro | Crédito: Renato Pizzutto

Você chegou a desejar a morte?

Cadeia não tem nada de bom. No início foi muito difícil. Quando um preso chega, ele fica em observação num lugar escuro, uma solitária mesmo. É uma ilha em que o preso fica no máximo por 30 dias sem ter acesso a nada, nem a televisão nem aos outros presos. Mas eu passei dez meses nesse lugar. Achava que minha vida tinha acabado, não tinha Deus na minha vida. Meu coração estava cheio de ódio e revolta. Aí resolvi dar fim à minha vida. Não queria ser um peso para minha mãe nem para ninguém. Tentei o suicídio. Amarrei o lençol na ventana, que é alta, coloquei no pescoço e saltei. Mas a corda arrebentou e eu caí no chão. Olhei para o lado e tinha uma Bíblia, que um policial tinha me dado ainda no Rio de Janeiro. Foi Deus que não permitiu que eu me matasse. De um suicídio, não haveria a salvação.

O que faz para passar o tempo na cela?

Eu recebo muitas cartas aqui. No começo, recebia mais. Eram mais de 50 cartas por dia, a maioria de fãs. Peço desculpa a alguns deles que eu não pude responder porque a antiga direção da penitenciária não deixava minhas cartas saírem. Fui impedido de responder.

Algum jogador te visitou?

O Adriano quis vir me visitar. Mas eu mandei recado para ele não vir. As pessoas poderiam distorcer a situação. Já me visitaram o Rodrigo Calaça, bom goleiro, o Gladstone, com quem joguei no Cruzeiro, e o Irineu, que jogou comigo no Flamengo. Trouxeram só palavras de incentivo. [Recentemente, também recebeu a visita do goleiro Fábio, do Cruzeiro].

Você teve contato com o Bola e o Macarrão?

Das pessoas que foram citadas comigo nesse processo, só posso falar de uma delas, que eu tenho certeza de que também se arrependeu. É o Luiz Henrique [Romão, o Macarrão]. A gente se encontra direto aqui. O pavilhão de trabalho dele é ao lado do meu. Não conversamos um com o outro. Mas eu o perdoo, do fundo do meu coração, por tudo o que aconteceu. Só que a amizade nunca mais será a mesma. Perdão é uma coisa, amizade é outra.

Como estão suas finanças?

Não estou acabado. Mas sobrou muito pouco do meu dinheiro, longe de poder levar uma vida confortável quando sair daqui.

Você não mandou matar a Eliza?

Sou firme no que eu falo. Não mandei matar a Eliza. No inquérito não há nenhuma prova, nenhuma escuta que prove que eu mandei matar a menina. Não tinha por que mandar matar a minha garota. Fui omisso e a corda arrebentou para o meu lado.

 

BICHO DE SETE CABEÇAS

Time que contratou Bruno depende da Prefeitura de Montes Claros e luta pela sobrevivência

O escudo e o uniforme tricolor são inspirados no Grêmio, de Porto Alegre. Joevile Mocellin, 54, gaúcho radicado no Norte de Minas, resolveu homenagear o time do coração ao fundar o Montes Claros F.C. em 1992. Empresário e dono de uma casa noturna na cidade, que recentemente foi palco de apresentações de Gretchen e da Mulher da Cobra, ele é o responsável pela contratação mais alardeada da história do clube. “Não pensei em marketing, mas sim em dar uma nova oportunidade ao ser humano por trás do goleiro Bruno”, conta Vile, como é conhecido em Montes Claros.

Joevile Mocelin é o responsável pela contratação do goleiro Bruno
Joevile Mocelin é o responsável pela contratação do goleiro Bruno | Crédito: Reprodução

O contrato de cinco anos só começará a valer caso o ex-atleta consiga a liberação para se apresentar à equipe. Mas Vile, apesar de rechaçar o interesse comercial na contratação, já mandou confeccionar camisas personalizadas com o autógrafo de Bruno para vender entre a torcida do Bicho, como o time é chamado.

Tentando retornar à primeira divisão do Mineiro em 2015, o clube disputa o hexagonal final do Módulo II, mas tem dificuldades para manter as contas em dia. Com média de 300 torcedores, o time acumula déficits de quase 10 000 reais por jogo como mandante. A maior fonte de sustento vem de verbas da Prefeitura. Este ano, espera um montante de 240 000 reais.

O repasse é alvo de críticas de parte dos vereadores de Montes Claros. “É inadmissível que o dinheiro público sirva para bancar o círculo capitalista de um clube de futebol e o salário de um goleiro condenado por um crime tão cruel”, diz o vereador Gera do Chica (PMN).

Fonte: Revista PLACAR

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