O “se” de Oswaldo: sabedor do que é a “vida de técnico”, evita projetar 2016

Embora o Flamengo tenha perdido quatro de seus últimos jogos pelo Campeonato Brasileiro, Oswaldo de Oliveira ainda não sofre pressão no Flamengo. Tem 21 pontos em 33 disputados na competição, o que lhe dá aproveitamento de 63,6%, superior ao do Grêmio (61,1%), terceiro colocado. Mas o técnico evita projetar 2016. Em entrevista concedida na sexta-feira, colocou na condicional sua permanência no clube por diversas vezes. Seja ao abordar a Copa Sul-Minas-Rio ou para tratar do próximo carioca. “Se eu continuar” e “tomara que ainda esteja aqui” foram algumas das expressões utilizadas.

A instabilidade sentida por Oswaldo no comando da equipe, segundo o próprio, deve-se ao fato de ter conhecimento de como é a “vida de técnico” no Brasil. É contra essa rotineira descontinuidade a qual estão entregues os treinadores brasileiros que o comandante rubro-negro vem opondo-se a cada entrevista que dá. Depois da derrota para o Figueirense, na última quarta-feira, tratou de listar alguns de seus trabalhos de sucesso. Em sua apresentação ao Rubro-Negro, em agosto, inclusive, mostrou-se triste com a demissão de Cristóvão Borges, seu antecessor.

– Se for levar por tempo – e estou aqui não tem nem três meses -, trabalhei dois anos no Botafogo, ganhei um Carioca e uma classificação para a Libertadores. Trabalhei um ano no Corinthians, ganhei Paulista, Brasileiro e Mundial. Trabalhei cinco no Japão, ganhei nove títulos e um tricampeonato. Quando se tem continuidade para trabalhar, isso reflete nos títulos e no aproveitamento da equipe.

Instável e irregular, aliás, é o Flamengo no Campeonato Brasileiro 2015. São 14 vitórias e mesmo número de derrotas. O Rubro-Negro é a equipe que menos empatou (duas vezes). O treinador revela preocupação com o quadro e admite que, em determinadas situações, uma igualdade ficaria de bom tamanho, mas o estilo “tudo ou nada” do time será mantido nesta reta final.

– É como eu já venho dizendo: até mesmo as principais equipes sofrem com desequilíbrio, as que têm técnico há pouco tempo acabam sentindo mais essa questão. O Flamengo realmente empata pouco. Foram só dois e comigo, um, o da Copa do Brasil, contra o Vasco. Preocupa, porque eu preferiria trocar algumas derrotas por empates, mas hoje se fala muito em “jogar por uma bola”. O Joinville aqui no Rio contra nós foi um exemplo disso. Essas equipes que lutam contra o rebaixamento às vezes são um pouco mais conservadoras. Quem tem sonhos maiores acaba jogando no campo do adversário, criando mais oportunidades. Esse é o caso do Flamengo, que venceu muito, seis partidas consecutivas, e depois acabou perdendo outros jogos. Mas jogando assim é que alcançamos a condição de brigar por Libertadores. Não vamos mudar nada, vamos partir para cima dos adversários, porque nos interessa mais a vitória do que o empate. Dependendo da situação do jogo, de você estar com menos um no final de uma partida, até vale o empate. Mas não foi o nosso caso, e a minha intenção é a vitória. Vamos buscá-la sempre, porque é isso que nos faz brigar pelo G-4.

Fonte: Rio de Janeiro

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