Efeito Tóquio 2020: Japão é novidade no top 10, e China decepciona no Rio

Tóquio 2020 começou no Rio para o Japão. Mesmo quatro anos antes de sediar os Jogos, os resultados em 2016 mostram que o país já está no caminho para ser uma das principais potências olímpicas. Foram os japoneses os que tiveram evolução mais significativa no quadro de medalhas no Brasil, saindo do 11º lugar em Londres para sexto. Da Ásia vem também a principal decepção. O terceiro lugar não chega a ser um fracasso mas, com 12 ouros a menos, a China perdeu a vice-liderança para a Grã-Bretanha. No topo, os Estados Unidos seguem intocáveis e ainda mais folgados.

Se em Londres a diferença de ouros para China foi de oito, no Rio os americanos colocaram 19 de frente sobre os britânicos. No número total de pódios, a lógica foi a mesma: 16 de vantagem há quatro anos e incríveis 51 agora sobre os asiáticos. Os Estados Unidos foram campeões olímpicos em 46 oportunidades no Brasil, mesma marca de 2012, mas evoluíram no somatório: 121 medalhas contra 104 em 2012.

O salto de qualidade mais marcante, porém, é mesmo do Japão. Fora do top 10 em Londres, quando ficou em 11º com sete ouros, 14 pratas e 17 bronzes, o país subiu cinco degraus no quadro de medalhas e deixou França, Coreia do Sul, Itália, Austrália e Hungria para trás. A evolução é explicada pelos números: pódios em menos modalidades (13 a 11), mas com maior qualidade.

O judô, por exemplo, em que os japoneses são uma potência, só levou um ouro no Reino Unido em sete pódios. No Brasil, toda tradição entrou em ação com 12 medalhas, quatro delas de primeiro lugar. Na piscina, o crescimento também é evidente: dois ouros contra nenhum em Londres. Colaboração fundamental para os cinco ouros a mais no total do que quatro anos atrás: 12 a 7.

Já a China piorou em todos os sentidos no Rio. Passou de 12 esportes com medalha em 2012 para dez este ano. Badminton, natação e ginástica tiveram as quedas mais bruscas. Todas renderam cinco títulos em Londres. No Brasil, dois, um e zero, respectivamente. Chama a atenção ainda o fato de os chineses terem liderado o quadro de medalhas oito anos atrás, quando Pequim foi sede. Desde Sydney 2000, não ficavam em terceiro.

Quem roubou a vice-liderança foram os britânicos, que ainda colhem os frutos do trabalho de base desenvolvido para Londres. A Grã-Bretanha surpreendentemente conseguiu ter mais pódios no Rio do que quando foi sede: 67 a 65, e apenas dois ouros a menos no Rio (27 a 29). Ciclismo, seis vezes no lugar mais alto, e remo, três vezes, encabeçaram a evolução.

A Alemanha também merece ser lembrada como um país que melhorou bastante o rendimento no Rio de Janeiro. Subiu de sexto para quinto com seis ouros a mais, três deles em confrontos diretos com o Brasil: dois na canoagem, no duelo Sebastian Brendel x Isaquias Queiroz, e um no vôlei de praia. O Brasil que pulou de 22º para 13º e fez a melhor campanha da história, com recorde de sete ouros.

Fonte: Rio de Janeiro

 

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