Dunga vê lado positivo no 7 a 1: “Não será possível vencer sempre”

A dois dias do “aniversário” da fatídica derrota por 7 a 1 da seleção brasileira para a Alemanha, na Copa do Mundo de 2014, Dunga afirmou que é preciso ver o “lado positivo” do resultado, de que “não é possível vencer sempre”.

Questionado sobre a data, ele disse que ficará marcada como outros fatos históricos do futebol nacional – do Maracanazzo de 1950 às cinco vezes em que o país foi campeão do mundo. O atual técnico da seleção brasileira – que foi eliminada nas quartas de final da Copa América – prevê dificuldades nas Eliminatórias para a Copa do Mundo de 2018, com os rivais sul-americanos mais fortes. Ele, contudo, ressalta que a competição que vale vagas para o Mundial sempre foi complicada para os brasileiros que, no entanto, nunca ficaram fora.

– Progredir a gente precisa sempre, mas é uma data que vai ficar marcada como 1950, assim como ficaram marcadas as cinco vezes que o Brasil foi campeão do mundo. Então temos de ver pelo lado positivo. Não será possível vencer sempre. A gente tem de ficar o mais próximo possível lá na frente para conseguir vencer, todos nós temos de melhorar, todos nós mesmo, não só uma parte. Ter humildade de que temos de trabalhar para recuperar a hegemonia no futebol mundial, mas reconhecer que não é tão fácil.

Sobre a ascensão dos rivais, especialmente Chile e Colômbia, Dunga opinou:

– Temos de reconhecer que toda eliminatória sempre, sempre foi muito complicada e agora será ainda mais porque as demais equipes cresceram e têm muitos jogadores na Europa.

O técnico evitou responder sobre a utilização de Neymar nos dois amistosos (Argentina e Estados Unidos, ambos nos Estados Unidos) que antecedem os primeiros jogos das Eliminatórias – o jogador terá de cumprir suspensão nas duas primeiras partidas do torneio que dará vagas para a Copa do Mundo.

– No momento certo falaremos disso.

Dunga questionou, contudo, se o Brasil deve de fato buscar referências no exterior. Defendeu a diversidade de opiniões, mas indagou se o objetivo é o resgate do futebol brasileiro ou à adaptação ao estilo de jogo que vem sendo praticado em outros lugares.

– Eu acho que você ter opiniões e referências é sempre bom, mas aí precisamos decidir o que nós queremos: nós queremos resgatar o futebol brasileiro ou queremos pegar do europeu? Precisamos dar uma reformulada na questão do que a gente realmente quer. Por isso mesmo nós trouxemos os treinadores que fizeram trabalhos excepcionais dentro da seleção brasileira. Estamos tentando buscar soluções para melhorar o futebol como um todo. A seleção brasileira é a pirâmide, e nós não podemos nos impressionar por modismo. Quando o Brasil foi cinco vezes campeão do mundo, nem todo mundo veio buscar as coisas dentro do Brasil. Cada um tem suas características. É lógico que buscaram algumas coisas que o Brasil tem. Assim também nós vamos buscar algumas coisas na Europa, mas o mais importante é termos soluções dentro do nosso próprio país.

Zagallo, Parreira e Dunga - reunião técnicos CBF (Foto: André Durão)
Dunga concede entrevista ao lado de Zagallo e Parreira após o encontro dos treinadores (Foto: André Durão)

Para o técnico, toda seleção que consegue ser campeã do mundo acaba virando uma referência nos anos seguinte e, neste momento, a referência é a Alemanha. Mas ressalta que o que é considerado bom hoje pode não ser em alguns meses.

– O futebol que é campeão da última Copa do Mundo fica uma referência. Há oito anos era a Espanha, e agora fica a Alemanha. A gente tem de esperar para ver quem vai ser a próxima referência, mas eles são referências porque foram campeões naquele momento. O que é bom naquele momento pode não ser bom daqui a dois ou três meses. Pode ser que não seja mais o melhor. Eles tiveram uma geração com jogadores acima da média que se juntaram naquele momento, assim como foi a Espanha e assim como foi o Brasil campeão em 1994. Depende muito do momento.

Ele defendeu ainda a qualidade da seleção brasileira, afirmou ter jogadores “acima da média” e que é necessário buscar uma solução no campo. Destacou que ainda tem algum tempo antes do início das Eliminatórias (competição começa em outubro).

– Nós temos jogadores acima da média. Temos de buscar dentro do campo uma solução. Outras seleções também têm um grupo bom ou acima da média e não conseguiram vencer, mas precisamos buscar isso com vitórias. Ainda tem tempo para as Eliminatórias. Temos de pensar bem. Vai ser uma Eliminatória complicada, e é bom falar para o torcedor que todas as Eliminatórias foram complicadas. Na maioria delas o Brasil se classificou na última rodada. É lógico que com a globalização e com outros países tendo mais jogadores na Europa o futebol ficou muito mais equilibrado. Todo mundo que entende futebol diz isso.

Fonte: Rio de Janeiro

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