Douglas Costa encanta Guardiola no Bayern e tem nova chance no Brasil

Pênalti perdido na Copa América, questionamentos na imprensa alemã pelo valor pago pelo Bayern e declaração do ex-técnico de que ainda não estaria pronto para jogar no novo clube. Douglas Costa começou a temporada do futebol europeu pressionado. Problema? Nenhum para o brasileiro de 24 anos. Um mês depois de ser apresentado oficialmente como reforço, o meia-atacante já encanta na Bavária. Titular em seis dos sete jogos antes do início da Bundesliga, nesta sexta, contra o Hamburgo, provou aos críticos que os 35 milhões de euros (R$ 121 milhões) foram bem gastos, foi absolvido por Dunga com o retorno à seleção brasileira e, de quebra, ouviu de Pep Guardiola uma profecia: será um dos melhores do mundo em breve.

Douglas Costa Bayern (Foto: Reuters)
Douglas foi titular em seis dos sete jogos do Bayern de Munique antes da estreia na Bundesliga (Foto: Reuters)

Substituto do lesionado Ribery no esquema tático do Bayern, Douglas conquistou o treinador pela facilidade em atuar aberto pelos lados do campo. As boas atuações no início da temporada, por sinal, têm muito da sintonia do meia-atacante com Pep desde a chegada a Munique. Com muitos brasileiros e espanhóis no elenco, ele trata a receptividade como determinante para a adaptação imediata ao novo clube.

– Está sendo um início muito bom. Os brasileiros, espanhóis, alemães, todo mundo me recebeu muito bem. Isso facilita muito. Em nenhum lugar do mundo, fui tão bem recebido, a não ser em casa. Essa é a causa de tudo. Tenho tranquilidade para trabalhar, apoio para fazer o que o treinador pede em campo e muita liberdade. A boa convivência facilita. Desde a primeira vez que me viu, o Guardiola me deixou muito à vontade.

À vontade como Douglas também estava na Ucrânia. Contratado aos 19 anos, passou seis temporadas no Shakhtar Donetsk, totalizando 12 títulos. Com a afirmação na Seleção, o assédio cresceu e o jovem não teve dúvidas do que fazer:

– Não se diz não para o Bayern, né? Não tinha como dizer que ficaria no Shakhtar. Ia ficar lá sem vontade. Passei muito tempo lá.

Convocado nesta quinta-feira para os amistosos com Costa Rica e Estados Unidos, o jogador recebeu a prova de que as boas atuações com bola rolando chamaram mais a atenção do que o pênalti perdido diante do Paraguai. Com nove convocações após a Copa do Mundo, Douglas surge como substituto natural de Neymar nas primeiras rodadas das eliminatórias. Responsabilidade para quem superou com naturalidade o erro na Copa América:

– Diante de todas as circunstâncias, tive um bom desempenho, fiz um gol importante (diante do Peru), e superei o pênalti. Isso acontece com todo mundo. Foi uma etapa que passei. Aconteceram disputas de pênaltis já aqui no Bayern, cobrei e converti. São águas passadas, quero pensar no futuro, fazer o melhor pelo Bayern.

No clube alemão, foram duas cobranças e dois gols, diante de Guangzhou e Wolfsburg. Em bate-papo com o GloboEsporte.com, Douglas costa celebrou o bom momento no Bayern, falou da relação com Pep Guardiola e esclareceu a suposta polêmica com Rafinha e Schweinsteiger após confronto pela Champions do ano passado. Confira abaixo:

Você chegou com certa desconfiança na Alemanha e já se destacou neste início de temporada do Bayern, foi titular, elogiado… A forma como as coisas deram certo te surpreenderam? Qual o motivo dessa adaptação tão rápida?   

Douglas Costa Bayern de Munique x Real Madrid (Foto: Reuters)
Guardiola aponta jovem brasileiro como um dos melhores jogadores de ponta do mundo (Reuters)

– Está sendo um início muito bom. Os brasileiros, espanhóis, alemães, todo mundo me recebeu muito bem. Isso facilita muito. Em nenhum lugar do mundo, fui tão recebido, a não ser em casa. Essa é a causa de tudo. Tenho tranquilidade para trabalhar, apoio para fazer o que o treinador perde em campo e muita liberdade. A boa convivência facilita. Desde a primeira vez que me viu, o Guardiola me deixou muito à vontade.

Como foi esse primeiro contato com o Pep?

– Ele me disse que acompanhava desde os tempos de Barcelona. Perguntou como eu gostava de jogar, o que gosto de fazer, me deixou completamente à vontade… O diálogo é muito bacana. Cada dia com ele é um aprendizado diferente, tanto que o time todo evolui constantemente.

Recentemente, ele, inclusive, disse que você tem potencial para ser um dos melhores do mundo. Como você recebeu essa profecia?   

– Não trabalho pensando em ser o melhor do mundo. Trabalho para ajudar minha equipe, para colocar o Bayern no topo, onde merece estar. Claro que, se vier a acontecer, vou ficar feliz. Uma declaração dessa vez vindo do Pep, serve de estimulo para trabalhar e fazer melhor as coisas.

No dia a dia, o Guardiola orienta vocês em qual idioma? Você já conseguiu se familiarizar com o alemão?   

– Como o clube é alemão, ele fala o idioma local, mas o Thiago (Alcântara) me recebeu muito bem, o Rafinha também traduz para mim, o Javi (Martinez) fala um pouco de português. Por isso, está sendo tudo mais fácil. Os companheiros orientam e facilitam.

Quando você deixou o Shakhtar, o treinador Mircea Lucescu chegou a falar que não sabia se você esta pronto para tal passo na carreira. Foi fácil tomar a decisão de deixar a Ucrânia?  

– Não se diz não para o Bayern, né? Não tinha como dizer que ficaria no Shakhtar. Ia ficar lá sem vontade. Passei muito tempo lá. Não me arrependo de nada que fiz, foi um período de adaptação muito legal ao clima, a viver fora do Brasil. O Lucescu disse que depois de um tempo eu seria ideal para o Bayern, mas ainda não estaria pronto. Foi um passo adiante, uma coisa diferente. Está sendo tudo muito positivo.

Na Copa América, você teve bom desempenho com bola rolando, fez gol, mas acabou perdendo o pênalti contra o Paraguai. A convocação para os amistosos contra Costa Rica e EUA te deixar aliviado?   

Diante de todas as circunstâncias, tive um bom desempenho, fiz um gol importante, e superei o pênalti. Isso acontece com todo mundo. Foi uma etapa que passei. Aconteceram disputas de pênaltis já aqui no Bayern, cobrei e converti. São águas passadas, quero pensar no futuro, fazer o melhor pelo Bayern.

Pela posição que tem jogado no Bayern, aberto pela esquerda, você acredita que pode ser o substituto ideal para o Neymar no início das eliminatórias?   

– Neymar só existe um, não tem comparação. Estou preparado para ajudar a seleção brasileira. Se eu for o escolhido, vou fazer o melhor, como sempre fiz na vida.

Após o confronto com o Bayern pela Champions do ano passado, o Rafinha causou polêmica com um áudio chamando os brasileiros do Shakhtar de “molecada nojenta”. Como foi o primeiro encontro entre vocês? 

– Foi um assunto que passou, uma brincadeira que ele fez em um grupo de Whatsapp e foi infeliz. O Rafinha é meu amigo, já foi meu tradutor em uma entrevista, brincamos, zoamos… Não tenho nada de ruim para falar dele. É um cara que me ajuda bastante. Desde que cheguei, demonstrou boa vontade em me ajudar, explicar as coisas.

Na ocasião, foi dito também que o Schweinsteiger se recusou a trocar camisas com você…

– Não pedi a camisa do Schweinsteiger. Não sei quem falou isso. Nem tinha como eu falar com ele, não falo inglês, nem alemão. Se um dia eu ganhasse a camisa, ficaria honrado, ele é uma referência no futebol. Isso tudo não passou de uma mentira, mas, se tiver que pedir, eu peço.

Douglas Costa BAyern de Munique Copa Audi (Foto: Reuters)
Douglas Costa com troféu do Torneio de Munique, quando se destacou diante do Real Madrid (Foto: Reuters)
Fonte:  Rio de Janeiro
Share on facebook
Facebook
Share on twitter
Twitter
Share on linkedin
LinkedIn
Share on pinterest
Pinterest
Share on pocket
Pocket
Share on whatsapp
WhatsApp

Barra Do Corda portal de notícias, tudo sobre a nossa cidade com:

Rapidez, Verácidade e Ética.

Não se esqueça de se inscrever para receber nossas notícias. Digite seu e-mail e saiba tudo sobre Barra do Corda a nossa cidade.

Informações

Chat
Enviar via WhatsApp
Social Media Auto Publish Powered By : XYZScripts.com