Tempo nublado dificulta monitoramento de queimadas no MA

O Ibama informou que não sabe se o fogo diminuiu ou aumentou na Reserva Indígena Arariboia, no sudoeste do Maranhão, nas últimas 24 horas. O radar que capta os focos não está conseguindo emitir nenhum sinal devido ao tempo nublado.

Segundo o superintendente do Ibama no Maranhão, Pedro Leão, a operação continua a mesma. A área abrange 413.288 hectares e abriga cerca de 8 mil indígenas das tribos Guajajaras e Awá-Guajás, estes últimos vivem isolados da civilização. Pela última contagem, 45% da reserva já havia sido devastada.

Segundo o Prevfogo –  órgão ligado ao Ibama –  a grande dificuldade para controlar as chamas tem sido a densidade da mata que tem muitos cipós e arbustos, tornando “extenuante e lenta a construção da linha de controle”.  O combate está sendo realizado em duas frentes: oeste e leste.

Os índios acreditam que o início do incêndio foi causado por madeireiros em represália a ações da própria comunidade para combater o roubo de madeira na região. Durante a operação, o chefe de fiscalização do Ibama, Roberto Cabral, foi atingido por um tiro na perna.

Ele também acredita que o atentado foi cometido por madeireiros e classificou o crime como tentativa de homicídio. “Há uma relação entre as duas atividades, o incêndio e a atividade madeireira”, disse Roberto Cabral.

Na última quinta-feira (22), a presidente do Ibama, Marilene Ramos, acompanhou a operação na Reserva Arariboia e pediu que os índios continuem ajudando o Ibama a combater o roubo de madeira na região. Ela se comprometeu em incorporar um grupo de 60 índios chamados de ‘guardiões’ ao trabalho de fiscalização e combate à ação de madeireiros na reserva indígena.

Índios tem ajudado a combater o roubo de madeira na reserva (Foto: Divulgação/ Inpe)
Índios tem ajudado a combater o roubo de madeira na reserva (Foto: Divulgação/ Inpe)

Números
O Maranhão é um dos estados com o maior número de queimadas em 2015. Este ano, o Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe) já registrou 21592 focos de incêndio no estado. A média anual é de 19926.

No mês de outubro, o Inpe registrou 6257 focos de incêndio no Maranhão. O número quase supera o mês de setembro, que foram registrados 6423 focos de incêndio.

Estrutura da operação
A Operação Awá conta com o apoio de brigadistas do Ibama, bombeiros do Maranhão e combatentes do exército. Além disso, são 5 helicópteros do Ibama, um caminhão, seis caminhonetes, quadriciclos e motos.O Ibama também recebeu a doação de um liquido retardante do Governo Chileno. A Força Aérea Chilena (Fach) está ajudando no combate às chamas.

Fonte:  G1 MA

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