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Temos muito o que aprender – Por: Elizete Delgado – barradocorda.com – Ribamar Guimarães – “o bom maranhense”
Publicado em: 2 de janeiro de 2017 - 10:14

Temos muito o que aprender – Por: Elizete Delgado

Quer saber as chances de um país tornar-se uma potência produtora de tecnologia e inovação?

Porque os países que disparam na excelência do ranking de educação do Pisa, o exame mundial do ensino, divulgado pela OCDE (Organização das Nações Mais Desenvolvidas), onde se pode observar o desempenho de estudantes de setenta países em leitura, matemática e ciências, e tecer comparações a vontade. Os países que disparam na excelência – como Singapura, no pódio máximo das três matérias avaliadas, e a sempre presente Finlândia – têm muito a ensinar. O Pisa também acende o alerta vermelho: se não correr para avançar, o Brasil

Continuara a formar gerações incapazes de criar, inovar, gerar conhecimento e riqueza. O Brasil vai mal na foto. Em leitura, ficou  em 59} lugar, em ciências, 63}, e em matemática, 65º.

“O Brasil precisa deixar de usar álibis para não agir. Outras nações igualmente pobres e de grandes dimensões conseguiram dar um salto na sala de aula”. (Andreas Schleicher).

As escolas particulares do Brasil também não fazem bonito na comparação internacional: os alunos da elite brasileira ficam lado a lado com os apenas medianos dis países da OCDE – Metade dos estudantes daqui domina o que é considerado básico nas três disciplinas – em matemática, o pior desempenho entre eles 70% não passam pelocorte mínimo do saber, o elemento para o exercício da plena cidadania, segundo a OCDE.

A idéia de que o que falta a educação é dinheiro é um mito. As verbas na área de educação são tradicionalmente mal gastas – programas oficiais não costumam ter metas nem acompanhamento de resultados.

A experiência mundial prova que para deixar a zona da baixa qualidade não é preciso um caminhão de dinheiro, mas investimento no que, já se sabe, faz toda a diferença: O PROFESSOR.

Todos os países que se estrelam no tópico do ranking entenderam que não sairiam do chão se não apostassem em seus mestres. E o fizeram com método e racionalidade.

Um passo decisivo foi tornar a carreira de professor competitiva e atraente.  Entenda-se isso não apenas pagar melhor (na maioria dos melhores países do mundo em sala de aula os salários ombreiam-se com outras carreiras prestigiadas). Significa também fazer da docência um ofício desafiantes, valorizado perante a sociedade e norteado pela Meritocracia.

Assim Singapura e Finlândia conseguiram levar os 30% melhores alunos para do colégio para a faculdade de pedagogia – no Brasil, são os 30% piores que seguem esse rumo.

Outro investimento que explica o salto no patamar dos países campeões foi elevar o nível das escolas formadores de professores. Entre as mais respeitados do mundo.

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