Substituto de Graça só deve assumir após balanço auditado, diz mercado

Os substitutos de Graça Foster e de mais cinco diretores da Petrobras que renunciaram nesta quarta-feira (4) devem ser mais voltados ao mercado, e menos ligados a questões políticas, acreditam analistas ouvidos pelo G1. As escolhas devem ser pautadas visando uma “blindagem de gestão”.

A estatal anunciou que os novos ocupantes serão eleitos na sexta-feira (6) em reunião do Conselho de Administração. Mas a escolha de nomes ligados ao mercado pode não ser feita antes da divulgação do balanço auditado referente ao terceiro trimestre de 2014, acredita o analista da Futura Investimentos, Adriano Moreno.

Sem data para sair, o balanço incluiria as perdas financeiras decorrentes de irregularidades investigadas pela operação Lava Jato. No último dia 28, a petroleira divulgou o demonstrativo sem o aval da auditoria externa e sem contabilizar as baixas, com reação negativa nos mercados.

“Os executivos escolhidos para os cargos, se forem nomes do mercado, provavelmente se recusariam a assumir os postos sem o balanço auditado, correndo o risco de serem responsáveis por perdas não contabilizadas”, analisa Moreno.

O mercado reage de forma incerta à renúncia de Graça Foster nesta manhã. Depois de subirrem mais de 7% no início do dia, as ações da Petrobras perderam força rapidamente. Perto das 11h40, as ações ordinárias tinham alta de 2,15%, e a preferenciais, de 1,9%.

Para o analista da Gradual Investimentos, Paulo Cabral Bastos, o mercado espera que o substituto de Graça seja um nome mais técnico e de nme respeitado no mercado. “Se fugir dessa linha, os acionistas ficarão bastante decepcionados”, diz.

Possíveis escolhidos
Em coluna publicada nesta terça-feira (3), Thais Herédia adiantou que dois nomes são os mais cotados para assumir a vaga de Graça: Roger Agnelli, que esteve no comando da Vale por mais de 10 anos; e Rodolfo Landim, ex-parceiro de Eike Batista e atual desafeto do empresário, com passagens pela Eletrobrás e BR Distribuidora.

Segundo a colunista, Roger Agnelli tem forte ligação com o ex-presidente Lula, mas não é bem visto pela presidente Dilma Rousseff. Agnelli foi demitido por ela no início do 2011.
Rodolfo Landim é conhecido e respeitado no mercado internacional de óleo e gás, com mais de 30 anos no setor.

O fato de ter saído brigado com Eike Batista antes mesmo da derrocada do ex-mega-empresário aumenta seu cacife. Hoje, o executivo toca a Mare Investimentos, um fundo de compra de participação em empresas de óleo e gás.

Fonte: Taís Laporta Do G1, em São Paulo

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