Secretário parlamentar de Perrella é exonerado após prisão pela PF

O secretário parlamentar do senador Zeze Perrella (PMDB-MG) Mendherson Souza Lima, apontado como uma das pessoas que transportou o dinheiro pedido pelo senador Aécio Neves (PSDB-MG) à JBS, foi exonerado. A decisão foi publicada nesta sexta-feira (19) no Diário Oficial da União.

Mendherson, que é cunhado de Perrella, foi preso na quinta-feira (18) na Operação Patmos, deflagrada após as delações dos donos da JBS, Joesley e Wesley Batista, que descreveram, dentre outras coisas, o pagamento de R$ 2 milhões a Aécio.

Segundo as investigações, um executivo da JBS entrou o dinheiro para Frederico Pacheco, primo de Aécio, que repassou os valores a Mendherson. O assessor de Perrella, então, levou o dinheiro a Belo Horizonte em 3 viavens de carro. Segundo a PGR, os recursos foram parar na Tapera Participações Empreendimentos Agropecuários, do filho de Perrella, Gustavo.

O agora ex-assessor de Perrella foi preso na manhã de quinta e chegou à sede da Polícia Federal em Belo Horizonte por volta das 11h50. No fim da tarde de ontem, Mendherson e Frederico Pacheco, primo de Aécio Neves, foram transferidos para a Penitenciária Nelson Hungria, em Contagem, na Região Metropolitana de Belo Horizonte.

Mendherson também é ex-vice-presidente da Empresa de Pesquisa Agropecuária de Minas Gerais (Epamig). A Polícia Federal informou que apreendeu R$ 400 mil em dinheiro na casa do assessor.

Em um vídeo divulgado em uma rede social, Perrella confirma que Mendherson é amigo pessoal de Frederico, e que vai comprovar que não tem relação com as acusações feitas na delação e que está tranquilo. O advogado de Aécio afirmou que as conversas do senador com Joesley Batista foram retiradas de contexto. Ele confirmou que Aécio pediu R$ 2 milhões a Joesley, mas foi um pedido de empréstimo para pagar despesas com a defesa do senador.

Na quinta-feira, o advogado Antônio Veloso Neto, que defende Mendherson, disse que não iria comentar a prisão do cliente por não ter tido acesso à investigação.

Operação Patmos

A operação teve início após a delação do dono do frigorífico JBS, Joesley Batista, que entregou à Procuradoria-Geral da República uma gravação do senador Aécio Neves pedindo a ele R$ 2 milhões. No áudio, com duração de cerca de 30 minutos, o presidente nacional do PSDB justifica o pedido dizendo que precisava da quantia para pagar sua defesa na Lava Jato. A informação foi divulgada pelo jornal “O Globo” na quarta-feira (17).

A entrega do dinheiro foi feita a Frederico Pacheco, que foi diretor da Companhia Energética de Minas Gerais (Cemig) entre 2011 e 2015, nomeado por Aécio, e um dos coordenadores de sua campanha a presidente em 2014. As malas com o dinheiro foram entregues por Frederico a Mendherson.

Sempre seguido pela PF, Mendherson fez três viagens de carro de São Paulo a Belo Horizonte levando a propina. Segundo a PGR, os recursos foram parar na Tapera Participações Empreendimentos Agropecuários, do filho de Perrella, Gustavo. Mendherson foi preso na quinta e transferido para um presídio em Contagem.

Em um vídeo divulgado em uma rede social, Perrella confirma que Mendherson é amigo pessoal de Frederico. O senador disse que vai comprovar que não tem relação com as acusações feitas na delação e que está tranquilo. “Portanto, estou absolutamente tranquilo. O assessor citado na matéria Mendherson Souza Lima realmente é meu assessor parlamentar e amigo pessoal do Fred Pacheco, que é primo do senador Aécio”.

Os agentes também estiveram na casa de Perrella, no bairro Belvedere, Região Centro-Sul, e no escritório de um dos filhos do senador, o ex-deputado estadual Gustavo Perrella (SD), no bairro Estoril, Região Oeste da capital mineira. Nos locais foram cumpridos mandados de busca e apreensão.

A delação da JBS (Foto: G1 )

A delação da JBS (Foto: G1 )

Fonte:  G1

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