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Professor de catequese acusado de violentar crianças no DF é considerado um fugitivo e pode está no Maranhão – barradocorda.com – Ribamar Guimarães – “o bom maranhense”
Publicado em: 10 de julho de 2019 - 13:02

Professor de catequese acusado de violentar crianças no DF é considerado um fugitivo e pode está no Maranhão


José Antônio Silva é acusado de abusar sexualmente de mais de 20 crianças no DF(foto: PCDF/Divulgação)

Crianças de 4 a 12 anos eram os alvos do catequista e instrutor de futebol José Antônio Silva. O homem de 47 anos está foragido há uma semana, quando a Justiça decretou a sua prisão preventiva. Mas ele fugiu. Sem sucesso nas buscas, a Polícia Civil decidiu tornar a investigação pública, na segunda-feira, divulgando fotos do procurado. Até a noite desta terça-feira (9/7), policiais civis de Brasília buscavam o acusado em endereços diversos. Eles contam com a ajuda da população para encontrar aquele que pode ser o maior abusador em série da história do Distrito Federal.

José Antônio é suspeito de abusar de ao menos 26 crianças, todas moradoras do Guará, onde ele também residia. Muitas das vítimas frequentavam a escolinha de futebol que ele mantinha voluntariamente, na quadra esportiva pública, em frente a sua casa, para onde levava os meninos dos quais abusava. As primeiras vítimas foram meninos de seu conívio familiar, violentados no quarto dos pais dele. Eles começaram a sofrer ataques há 25 anos.

Todas as vítimas decidiram denunciar José Antônio em maio. O primeiro a procurar a 4ª Delegacia de Polícia (Guará) foi um parente dele. Hoje com 30 anos, ele contou, em depoimento, ter tomado a decisão após ter um filho e temer uma investida de José Antônio sobre o menino. “Ele tinha medo de prejudicar a família, mas não suportou que a situação pudesse acontecer novamente. Em seguida, outros parentes se sentiram encorajados e decidiram nos procurar”, comentou o delegado à frente do caso, Douglas Fernandes.

Desde então, 12 pessoas formalizaram a denúncia, sendo apenas uma mulher. O delegado não informa quantas são parentes do acusado, apenas diz que eles são maioria. Outras oito supostas vítimas procuraram a polícia, mas os relatos estão sob investigação para saber o tipo de crime foi cometido pelo autor. Há outras seis crianças que teriam sido abusadas, todas alunas da escolinha de futebol, de acordo com testemunhas. Agentes tentam localizá-las. O caso mais recente é o de um menino de 4 anos. “Acreditamos que com a divulgação do caso, mais pessoas procurem a delegacia para denunciar”, afirmou Douglas Fernandes.

O delegado acredita que José Antônio dava preferência a crianças mais novas porque elas não entendiam o que estava acontecendo e não contavam aos pais. Como ele não tinha emprego formal, a suspeita dos policiais é de que algum parente esteja ajudando na fuga. “A família se dividiu. Muitos duvidam que ele tenha cometido os crimes e alguns ainda o ajudam. Ficamos sabendo que ele estava na casa de uma irmã, no Riacho Fundo 2, mas, quando chegamos lá, ele havia fugido”, disse Fernandes.

Nascido no Maranhão, José Antônio cresceu no Guará, onde morou até os 40 anos na casa de parentes, na QE 17. Quando se casou, passou a morar com a esposa, na região administrativa, mas na QE 40. Conhecido por quase todos na quadra como Toín, ele tinha grande confiança da comunidade, principalmente dos pais de crianças, por dar aulas de futebol de graça, e, principalmente, ser um catequista.

José dava aulas na Paróquia Divino Espírito Santo, na QE 34, e organizava jogos de futebol em quadras esportivas das QEs 38 e 40. Após conquistar a confiança dos pais, José passava a presentear as crianças. Diariamente, ele passava na casa dos meninos e os buscava para levá-los aos jogos, em sua Fiorino. Depois do treino, dava doces, salgados e refrigerantes a eles. O homem morava a menos de 200 passos de uma das quadras de esportes e sempre levava os alunos ao apartamento, para beber água ou comer um lanche. Professora, a mulher dele costuma passar o dia no trabalho. Ele levava as vítimas para casa, pela manhã ou tarde, quando ela não estava, de acordo com os depoimentos. “O autor obrigava os meninos a fazerem sexo entre si, principalmente oral. Ele forçava uma espécie de orgia entre as vítimas e participava também”, detalhou o delegado.

Por: Walder Galvão do www.correiobraziliense.com.br

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