Presidente sul-coreano diz que é cedo para ser otimista sobre Coreia do Norte

SEUL – O presidente sul-coreano Moon Jae-in afirmou nesta quarta-feira que é “muito cedo para ser otimista” a respeito da oferta da Coreia do Norte sobre negociações com os Estados Unidos sobre sua desnuclearização, um tabu durante muito tempo. Na terça-feira, o governo da Coreia do Sul indicou que o líder norte-coreano Kim Jong-un teria manifestado disposição para abrir mão do desenvolvimento de seu arsenal nuclear caso tivesse garantias de segurança.

— Estamos apenas na linha de largada — declarou Moon a líderes políticos.

Moon negou as acusações de que teria oferecido contrapartidas secretas à Coreia do Norte para convencer o país a comparecer à mesa de negociações.

— Não houve acordo secreto de nenhum tipo com o Norte — disse Moon, segundo o porta-voz do pequeno partido de oposição Bareunmirae. — Não existirá presente para o Norte — completou.

O presidente sul-coreano insistiu na necessidade de manter uma cooperação estreita com os Estados Unidos.

— Acredito que as conversações sobre a desnuclearização apenas serão factíveis quando Coreia do Sul e Estados Unidos registrarem posições comuns sobre o tema. As negociações intercoreanas não serão suficientes para alcançar a paz — destacou.

A proposta da Coreia do Norte de dialogar e de aceitar se desnuclearizar foi vista pelo presidente americano, Donald Trump, como sincera. Apesar de a Casa Branca advertir que não diminuirá a pressão sobre Pyongyang até comprovar medidas “críveis, verificáveis e concretas” para se desfazer de suas armas nucleares, Trump elogiou o gesto do regime de Kim Jong-un.

MAIS SANÇÕES

No entanto, após as declarações do republicano, o Departamento de Estado americano anunciou um novo pacote unilateral de sanções contra o regime norte-coreano pelo assassinato do meio-irmão do ditador Kim Jong-un, em fevereiro de 2017. O Ministério das Relações Exteriores da Rússia condenaram a medida, afirmando que qualquer penalidade imposta unilateralmente seria ilegítima.

A morte de Kim Jong-nam, envenenado por duas mulheres em um aeroporto na Malásia com o agente químico conhecido como VX, viola um tratado de eliminação de armas biológicas, alega o Departamento de Estado. Segundo a porta-voz do Departamento de Estado, Heather Nauert, as novas sanções foram emitidas em 22 de fevereiro, mas só entraram em efeito na segunda-feira, após a publicação formal.

“Este desprezo público pelas normas universais contra o uso de armas químicas demonstra mais uma vez a natureza impiedosa da Coreia do Norte e destaca que não podemos nos permitir a tolerar um programa norte-coreano de armas de destruição em massa de nenhum tipo”, afirmou Nauert em comunicado.

Os Estados Unidos disseram que planejam seguir adiante com seus exercícios militares conjuntos com a Coreia do Sul, apesar de uma possível brecha diplomática com Pyongyang, afirmou na terça-feira um alto funcionário da Casa Branca. As operações estão suspensas desde o início dos Jogos Olímpicos de Inverno na Coreia do Sul, mas as duas potências já indicaram que pretendem retomá-las, e ainda sofrem pressões de aliados como o Japão para lhes dar continuidade.

Além do sinal de possível aceitação da desnuclearização, a Coreia do Norte e a Coreia do Sul indicaram que farão uma cúpula intercoreana no fim de abril, com a presença dos líderes dos dois países. O regime do Norte prometeu não realizar não experimento nuclear durante o período.

Fonte: O GLOBO

 

 

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