‘Pessoalmente, eu acho que não é bom’, diz Temer sobre anistia a caixa 2

O presidente Michel Temer afirmou nesta quarta-feira (21), em entrevista em Nova York, que, “pessoalmente”, acha que “não é bom” anistiar políticos que praticaram caixa 2. O peemedebista fez o comentário ao ser questionado sobre a declaração do ministro da Secretaria de Governo, Geddel Vieira Lima, de que quem usou dinheiro não contabilizado em campanhas eleitorais não pode ser punido.

Em entrevista publicada na terça-feira (20) pelo jornal “O Globo”, Geddel defendeu o polêmico projeto de lei que foi pautado para ser votado na segunda (19) pela Câmara dos Deputados que previa tornar crime a prática do caixa 2.

O texto, no entanto, trazia uma emenda que anistiaria políticos e partidos que fizeram uso da prática em campanhas eleitorais anteriores, antes, portanto, da aprovação da lei. Após deputados de PSOL, Rede e PSD denunciarem a tentativa de manobra, a proposta foi retirada de pauta.

Ao jornal, o ministro responsável pela articulação política do Palácio do Planalto com o Congresso Nacional ressaltou que caixa dois não é crime e que quem se beneficiou deste mecanismo no passado não pode ser penalizado. Além disso, ele disse que o assunto tem de ser discutido sem preconceito e sem histeria pelo parlamento.

Ao falar nos Estados Unidos sobre a entrevista de Geddel, o presidente da República fez questão de destacar que se tratava de uma opinião “personalíssima” de seu ministro. Na sequência, o peemedebista enfatizou que não vê motivos para a discussão ter continuidade no Legislativo.

“Em primeiro lugar, eu li as declarações do ministro Geddel. Ele disse que era uma opinião personalíssima, que não envolvia nem a opinião do governo. Evidentemente, não envolvia a minha. Eu, pessoalmente, essa é uma decisão do Congresso Nacional, mas eu, pessoalmente, não vejo razão para prosseguir, para prosperar, nessa matéria. Mas eu reitero que essa não é uma questão do Poder Executivo, é uma questão do Poder Legislativo”, declarou Temer.

“Pessoalmente, eu acho que não é bom [anistiar os políticos que cometeram caixa 2], não é bom pra ninguém”, complementou.

Protesto na ONU
O presidente da República também comentou na entrevista o protesto das delagações de seis países que não quiseram assistir ao discurso dele no plenário da Assembleia Geral da ONU nesta terça-feira. Questionado sobre o protesto silencioso dos integrantes das delegações de Venezuela, Equador, Cuba, Nicarágua e Costa Rica, ele disse que nem percebeu.

O protesto ocorreu no momento em que o presidente brasileiro subia à tribuna da ONU para discursar na sessão de abertura da Assembleia Geral. Os representantes de VenezuelaEquadorNicarágua se levantaram e deixaram o plenário. A maioria dos integrantes da delegação daCosta Rica também abandonou a sala quando o novo presidente brasileiro se preparava para discursar.

Nenhum dos chefes de Estado destes países estava presente no plenário. O protesto silencioso foi realizado por diplomatas e ministros.

Os diplomatas da Bolívia e de Cuba haviam se retirado do plenário um pouco antes e se recusaram a entrar enquanto Temer estava discursando. Eles retornaram ao recinto somente após o presidente concluir sua fala.

Na entrevista coletiva, realizada após um almoço no qual Temer e a delegação brasileiraapresentaram o programa de parceria e investimentos para empresários norte-americanos, um jornalista quis saber o que o presidente havia achado do protesto desses seis países na ONU.

Temer respondeu: “Confesso que nem percebi a saída. São 193 países. Lamento, as relações não são de pessoas, são institucionais, de Estado para Estado, de um governo para outro”.

Na entrevista, Temer também disse que basta alguém ler a Constituição de 1988 para verificar que o governo dele é “legítimo”.

“Primeiro eu recomendo que leia a Constituição brasileira. Não basta mais que ler para verificar que o govenro é legítimo”, afirmou o presidente.

Pouco antes, no almoço com empresários e investidores, Temer disse que o momento do Brasil é de “estabilidade política extraordinária”.

Fonte: G1, em Brasília

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