Paralisação pró-Catalunha afeta metrôs e vias

Estações de metrô foram fechadas, importantes avenidas bloqueadas e funcionários públicos deixaram seus locais de trabalho em Barcelona, nesta terça-feira (3), como parte de uma greve convocada por grupos pró-independência depois que centenas de pessoas ficaram feridas pela repressão da polícia espanhola durante um referendo sobre a independência.

A paralisação, inicialmente anunciada como uma greve geral em toda a região, mas rejeitada pelos maiores sindicatos do país, afetou o setor e o transporte público e serviços básicos na Catalunha. De acordo com informações da agência EFE, pelo menos 24 manifestações fecharam o tráfego em várias ruas da região.

Estações de metrô normalmente movimentadas em Barcelona ficaram desertas, à medida que os serviços foram reduzidos drasticamente. Piquetes bloquearam o trânsito na Gran Via, e a movimentação em seis grandes avenidas da região foi interrompida por protestos.

Em outros lugares, a resposta à convocação de greve foi irregular, com algumas lojas, supermercados e cafés abertos e outros fechados. O mercado La Boqueria, em Barcelona, estava quase vazio.

Grupos pró-independência e organizações sindicais na Catalunha convocaram uma greve geral para esta terça, depois que a polícia da Espanha tentou fechar à força postos de voto no domingo (1º), após a proibição de um referendo sobre a independência da região – no qual 90% dos eleitores afirmaram o desejo de que a Catalunha se torne independente da Espanha.

Investigação

Na segunda-feira (2), o líder da região, Carles Puigdemont afirmou que a Catalunha vai criar uma comissão especial para investigar as alegações de abuso pela polícia espanhola.

As cenas de violência causadas por táticas violentas por parte das forças de segurança receberam condenação internacional e também despertaram a atenção da Organização das Nações Unidas.

Principal autoridade de direitos humanos da ONU, Zeid Ra’ad al-Hussein pediu que autoridades da Espanha investiguem total e imparcialmente a violência ligada ao referendo e que realizem conversas para resolver a questão da separação.

O alto comissário da ONU para direitos humanos também afirmou que as respostas da polícia precisam ser “proporcionais e necessárias, em todos os momentos”.

“Eu acredito firmemente que a atual situação precisa ser resolvida através do diálogo político, com total respeito pelas liberdades democráticas”, disse Zeid em comunicado.

Fonte:  G1 Noticias

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