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O paradoxo do nosso tempo – barradocorda.com – Ribamar Guimarães – “o bom maranhense”
Publicado em: 9 de junho de 2017 - 10:23

O paradoxo do nosso tempo

Por: Elizete Delgado

“O paradoxo de nosso tempo na história é que temos edifícios mais altos, mas pavios mais curtos: autoestradas mais largas, mas, mas pontos de vista mais estreitos; gastamos mais, mas temos menos, compramos mais, mas desfrutamos menos”.

Temos casas maiores e famílias menores, mais conveniências, mas menos tempo; temos mais graus acadêmicos, mas menos senso; mais conhecimento e menos poder de julgamento; mais proficiência, porém mais problemas; mais medicina, mas menos saúde.

Babemos demais, fumamos demais, gastamos de forma perdulária, rimos de menos, dirigimos rápido demais, nos irritamos muito facilmente, ficamos acordos até tarde, acordamos cansados demais, raramente paramos para ler um livro, ficamos tempo demais diante da TV.

Multiplicamos nossas posses, mas reduzimos nossos valores. Falamos demais,  amamos raramente e odiamos com muita frequência. Aprendemos como ganhar a vida, mas não vivemos essa vida. Adicionamos anos as nossas vidas, mas não vida aos nossos anos. Já fomos à lua e dela voltamos, mas temos dificuldade em atravessar a rua e nos encontrarmos com nosso vizinho.

Conquistamos o espaço exterior, mas não nosso espaço interior. Fizemos coisas maiores, mas não coisas melhores. Limpamos o ar, mas poluímos a alma. Dividimos o átomo, mas não nossos preconceitos. Escrevemos mais, aprendemos menos.

Aprendemos a correr contra o tempo, mas não a esperar com paciência. Temos maiores rendimentos, mas menor padrão moral. Temos mais comida, mas menos apaziguamento. Construímos mais computadores, para armazenar mais informações, para produzir mais cópias do que nunca, e temos menos comunicação. Tivemos avanços na quantidade, não na qualidade.

Estes são tempos de refeições rápidas e digestão lenta; de homens altos e caráter baixo; livros expressivos, mais relacionamentos rasos. Estes são os tempos em que se almeja a paz mundial, mas perdura a guerra nos lares; temos mais lazer, e menos diversão, maior variedade de tipos de comida, menos nutrição. São dias de duas fontes de renda, mas de mais divórcios; de residências mais belas, e lares quebrados.

São dias de viagens rápidas, fraldas descartáveis, moralidade também descartável, ficadas de uma só noite, corpos acima do peso, e pílulas que fazem de tudo, alegrar, aquietar, matar. Pode levar-lhe estas palavras e você pode escolher entre fazer alguma diferença, ou simplesmente apertar a tecla Del. “Não deixe”.

Pense nisso

É um tempo em que já muito na vitrine e nada no estoque, um tempo em que a tecnologia.

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