‘Nem Trump sabe os próximos passos’, diz especialista após ataque à Síria

RIO — Professor Emérito de Assuntos de Segurança Nacional na Naval Postgraduate School, Thomas Bruneau afirma que o movimento dos EUA de bombardear a Síria era inesperado, já que anteriormente Trump dissera que não era seu papel tirar Assad do poder. Mesmo assim, o especialista classificou a mudança de postura como um indicativo de que o presidente se tornou mais pragmático. Bruneau, que esteve no Rio na semana passada para uma palestra sobre Segurança na FGV, serviu como relator do Conselho de Políticas para Defesa, órgão que fornece para o Secretário de Defesa recomendações independentes em questões de segurança nacional. Para ele, a ação não deve aumentar o poder dos terroristas, como afirma a Rússia: “Os russos e Assad vêm fazendo este jogo há muito tempo”.

Os mísseis foram o primeiro ataque direto contra Assad na guerra. Isso já era esperado?

Não. Porque o ex-presidente Obama disse que o uso de armas químicas cruzaria uma “linha vermelha”, mas, depois, ele não fez nada quando Assad as usou há alguns anos. E, antes do ataque químico, Trump disse que não era papel dos EUA colocar Assad para fora.

Especialistas dizem que Trump pode não ter calculado as reais consequências do bombardeio. O que o senhor acha? O que vem agora?

Bom, você nunca sabe as reais consequências de uma ação armada, e provavelmente nem Trump sabe os próximos passos. Há apenas fatores e atores demais envolvidos.

Diz-se que o ataque pode impactar as relações com a Rússia. Putin disse que o ataque foi conduzido sob um falso pretexto.

Parece que Trump precisa ser mais pragmático. E, com (o ex-chefe de Estratégia da Casa Branca) Stephen Bannon agora fora do governo, Trump está agindo mais como um “realista” e não um ideólogo. Está claro que muitas pessoas que apoiaram Trump e o seu “America First” estão aborrecidas.

O embaixador russo na ONU disse que o ataque aumenta o poder do terror. O senhor concorda?

Não. Os russos e Assad vêm fazendo este jogo há muito tempo. Os EUA apoiam os iraquianos a retomar Mossul do Estado Islâmico, e enviamos forças especiais à Síria. Tudo isso é contra o terrorismo.

Afeganistão

Em reação aos ataques de 11 de setembro de 2001, os EUA invadiram o Afeganistão e tiraram os radicais islâmicos do Talibã do poder, dando origem a uma onda bélica pelo governo de George W. Bush. A missão acabou formalmente em 2014, mas a volta da ameaça talibã fez tropas serem mantidas.

Fonte: MARINA GONÇALVES do site http://oglobo.globo.com/mundo

Share on facebook
Facebook
Share on twitter
Twitter
Share on linkedin
LinkedIn
Share on pinterest
Pinterest
Share on pocket
Pocket
Share on whatsapp
WhatsApp

Barra Do Corda portal de notícias, tudo sobre a nossa cidade com:

Rapidez, Verácidade e Ética.

Não se esqueça de se inscrever para receber nossas notícias. Digite seu e-mail e saiba tudo sobre Barra do Corda a nossa cidade.

Informações

Chat
Enviar via WhatsApp
Social Media Auto Publish Powered By : XYZScripts.com