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‘Não tem por que ter esse trauma todo apenas preocupado com a Covid’, minimiza Bolsonaro – barradocorda.com – Ribamar Guimarães – “o bom maranhense”
Publicado em: 15 de janeiro de 2021 - 21:04

‘Não tem por que ter esse trauma todo apenas preocupado com a Covid’, minimiza Bolsonaro

Presidente disse que medidas de isolamento social com o lockdown causam ‘muito mais mortes’ que a pandemia, por diversas razões


O presidente Jair Bolsonaro, durante cerimônia no Palácio do Planalto Foto: Pablo Jacob/Agência O Globo/17-12-2020

BRASÍLIA — Enquanto pacientes infectados com a Covid-19 morrem por falta de oxigênio em Manaus, o presidente Jair Bolsonaro minimizou nesta sexta-feira as mortes decorrentes do novo coronavírus e declarou que “não tem por que ter esse trauma toda apenas preocupado com a Covid”. O argumento de Bolsonaro foi que medidas de isolamento social com o lockdown causam trauma “muito mais morte” que a pandemia, por diversas razões. Segundo dados do consórcio de veículos de imprensa, o Brasil tem 208.291 óbitos pela Covid-19, além de 8.394.253 casos da doença.

— Esse lockdown, esse isolamento causa muito mais morte, por depressão, por suicídio, por falta de emprego lá na frente do que a própria pandemia em si. Eu não tenho aqui os dados, o número de mortes por tipo de doença. A Covid tá mais lá embaixo. Então não tem por que ter esse trauma toda apenas preocupado com a Covid — declarou o presidente, em entrevista de aproximadamente uma hora ao programa “Os Pingos nos Is”, da Jovem Pan, no início da noite.

Parentes de pacientes hospitalizados ou recebendo assistência médica em casa, a maioria com COVID-19, se reúnem para comprar oxigênio e encher botijões em uma empresa privada em Manaus Foto: BRUNO KELLY / REUTERS
Parentes de pacientes hospitalizados ou recebendo assistência médica em casa, a maioria com COVID-19, se reúnem para comprar oxigênio e encher botijões em uma empresa privada em Manaus Foto: BRUNO KELLY / REUTERS
Agravamento da pandemia na região fez crescer a demanda por oxigênio hospitalar. Demanda aumentou cinco vezes nos últimos 15 dias Foto: BRUNO KELLY / REUTERS
Agravamento da pandemia na região fez crescer a demanda por oxigênio hospitalar. Demanda aumentou cinco vezes nos últimos 15 dias Foto: BRUNO KELLY / REUTERS
Um homem carrega um cilindro de oxigênio enquanto parentes de pacientes hospitalizados ou em atendimento domiciliar tentam comprar o insumo, indispensável no tratamento de pacientes com quadro grave da Covid-19 Foto: BRUNO KELLY / REUTERS
Um homem carrega um cilindro de oxigênio enquanto parentes de pacientes hospitalizados ou em atendimento domiciliar tentam comprar o insumo, indispensável no tratamento de pacientes com quadro grave da Covid-19 Foto: BRUNO KELLY / REUTERS
Homem aguarda em fila para recarregar botijão com oxigênio. Principal empresa produtora de oxigênio hospitalar do Amazonas divulgou nota nesta quinta-feira (14) para informar que o consumo nos hospitais do estado seguem crescendo fora de controle Foto: BRUNO KELLY / REUTERS
Homem aguarda em fila para recarregar botijão com oxigênio. Principal empresa produtora de oxigênio hospitalar do Amazonas divulgou nota nesta quinta-feira (14) para informar que o consumo nos hospitais do estado seguem crescendo fora de controle Foto: BRUNO KELLY / REUTERS
Fornecedoras de oxigênio, que têm que enviar o produto em cilindros de avião até a Amazônia, argumentam que há um gargalo no fornecimento em função da alta demanda Foto: BRUNO KELLY / REUTERS
Fornecedoras de oxigênio, que têm que enviar o produto em cilindros de avião até a Amazônia, argumentam que há um gargalo no fornecimento em função da alta demanda Foto: BRUNO KELLY / REUTERS

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Crise causada pelo novo surto de Covid-19 vem sendo agravada pela falta de oxigênio, o insumo mais importante para o tratamento dos casos graves da doença Foto: BRUNO KELLY / REUTERS
Crise causada pelo novo surto de Covid-19 vem sendo agravada pela falta de oxigênio, o insumo mais importante para o tratamento dos casos graves da doença Foto: BRUNO KELLY / REUTERS
Parentes aguardam em fila para comprar botijão de oxigênio de em uma empresa privada em Manaus Foto: BRUNO KELLY / REUTERS
Parentes aguardam em fila para comprar botijão de oxigênio de em uma empresa privada em Manaus Foto: BRUNO KELLY / REUTERS
Logística para fazer chegar oxigênio a Manaus é complexo, envolvendo transporte aéreo e fluvial, vindo de outros estados Foto: BRUNO KELLY / REUTERS
Logística para fazer chegar oxigênio a Manaus é complexo, envolvendo transporte aéreo e fluvial, vindo de outros estados Foto: BRUNO KELLY / REUTERS

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Bolsonaro ainda questionou quantas cirurgias não são feitas no Brasil e estão sendo represadas por conta da pandemia e quantas pessoas estão morrendo de câncer, “os mais variados possíveis, porque não vão para o tratamento”. As declarações foram feitas depois de ele defender o retorno às aulas presenciais, citando o número baixo de mortes entre jovens pela Covid-19.

Sobre a situação de Manaus, cujo sistema de saúde entrou colapso nos últimos dias, o presidente foi questionado se a situação na capital do Amazonas estaria melhor se medidas de isolamento tivessem sido evitadas e desconversou, oferecendo uma explicação alternativa:

— Semana passada a temperatura subiu em Manaus, e os problemas começaram a aparecer — afirmou.

O presidente disse ainda que enviou o ministro da Saúde, Eduardo Pazuello, na última segunda-feira, para intervir na cidade e ele imediatamente começou tratamento precoce. Segundo ele, o governo está “fazendo o possível”, mas foi surpreendido por encontrar o sistema de saúde local “numa situação bastante complicada”.

Bolsonaro insistiu ainda na reclamação contra o resultado de julgamento do Supremo Tribunal Federal (STF), do ano passado, que o teria “proibido” de atuar no combate à Covid. Ele declarou que a corte resolveu lhe “castrar”.

Na verdade, a decisão do STF, tomada em 15 de abril de 2020, apenas garantiu a autonomia de estados e prefeituras para tomar decisões relacionadas à pandemia. Na mesma decisão, o Supremo deixou claro que o governo federal também pode tomar medidas para conter a pandemia, mas em casos de abrangência nacional, o que inclui coordenar ações entre estados e prefeituras.

Fonte: Gustavo Maia https://oglobo.globo.com/

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