Mulher de Charles, Camilla lembra revelação de caso: ‘Foi horrendo’

LONDRES – Ela já foi uma das mulheres mais detestadas do reino de Elizabeth II. E define com franqueza os tempos em que a imprensa a perseguia e o público não lhe dedicava nenhum afeto, demonizando-a pela traumática separação do herdeiro do trono, Charles, da adorada princesa Diana.

— Foi horrendo! — resume Camilla Parker Bowles.

A hoje duquesa da Cornualha, casada com Charles desde 2005, falou pela primeira vez sobre a época em que foi “a outra” mais famosa do Reino Unido, amante do príncipe. Em entrevista ao jornal “Mail on Sunday”, Camilla, que em julho completa 70 anos, não se furtou a comentar o tema. Então casada com o oficial Andrew Parker Bowles, ela foi amante de Charles durante anos, enquanto o casamento do príncipe com Diana — uma das figuras mais populares da realeza britânica de todos os tempos, tornada ídolo pop — desmoronava a olhos vistos em público.

O relacionamento com o herdeiro do trono começou quando os dois ainda eram solteiros, mas não teria sido aprovado pela realeza, sendo mantido em segredo após se casarem — ela em 1973 e ele em 1981. Ser amante de rei — ou de um futuro rei, como Charles — não era uma novidade na família de Camilla: sua bisavó materna Alice Keppel ocupou a cama do trisavô materno de Charles, Eduardo VII, de 1898 até a morte do soberano em 1910. Mas mesmo a História não a preparou para o que viria quando se tornou público seu relacionamento com o herdeiro durante a separação dele de Diana — iniciada em 1992 e oficializada num divórcio em 1996.

  • A princesa Caroline de Monaco e o Príncipe Ernst August de Hanover Foto: Fritz Schulenburg / Associated Press

    Príncipe violento

    Ernst August, marido da princesa Caroline de Monaco, foi confrontado pela justiça mais de uma vez. Em 2004, foi condenado por agredir o proprietário de um hotel, cinco anos após ter sido multado por atacar um fotógrafo. Em 2000, foi acusado de insultar o povo turco ao urinar no pavilhão da Turquia na feira Expo 2000 da Alemanha.

O filho do primeiro casamento de Camilla, Tom, lembra que os paparazzi faziam plantão escondidos nos arbustos diante de Middlewick House, a residência da família.

— Os paparazzis nos seguiam a toda parte e nos perseguiam como fantasmas. Tínhamos binóculos no banheiro da mamãe para vigiá-los. Às vezes tinha uma dúzia (de paparazzi). A gente sabia pelo brilho do sol nas lentes das câmeras — conta ele.

Camilla, que se divorciou em 1995, um ano antes de Charles, não tem saudades daqueles tempos em que, segundo ela os “paparazzi estavam fora de controle”.

— Durante mais de um ano eu não podia ir a lugar algum — relembrou ao jornal. — Foi uma época profundamente desagradável e não a desejaria ao meu pior inimigo. Eu não teria sobrevivido sem a minha família.

A aceitação entre a realeza começou aos poucos, e finalmente em 2005 os dois se casaram. Diana morreu em 1997 num acidente de carro em Paris. A futura rainha não demonstra ressentimentos.

— É preciso rir de si mesmo porque se não consegue fazê-lo é melhor abandonar tudo. Às vezes penso comigo mesma: “Quem é esta mulher? Não pode ser eu”. E é realmente assim que se sobrevive.

  • Orçamento anual das monarquias européias Foto: Reprodução

    Despesas britânicas

    A Rainha Elizabeth II é a monarca mais cara da Europa: o orçamento anual é de US$ 57,5 milhões para manter a realeza britânica. No entanto, não é o país que mais gasta com a chefia do Estado: a França gasta quase US$ 150 milhões para manter o seu palácio presidencial.

Fonte: O GLOBO / AGÊNCIAS INTERNACIONAIS

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