Morre Apolônio Melônio, referência do bumba meu boi no Maranhão

Mestre Apolônio Melônio, de 96 anos, fundador do Boi da Floresta, um dos mais tradicionais do sotaque da baixada, morreu por volta das 21h desta terça-feira (2). De acordo com familiares, a causa da morte foi insuficiência renal.

Ele morreu após passar 14 dias internado a Unidade de Terapia Intensiva do Hospital de Alta Complexidade Dr. Carlos Macieira, no Calhau, em São Luís. Ele foi internado no dia 20 apresentando quadro clínico de infecção urinaria e insuficiência respiratória grave.

O corpo será velado na Rua Tomé de Sousa, número 1001, na casa onde Apolônio viveu e que se transformou  na sede do Boi da Floresta, na LIberdade. O enterro será na tarde desta quarta-feira (3), em horário ainda não definido, no cemitério do Gavião, no Centro.

A ex-governadora Roseana Sarney lamentou a morte do amigo e um dos grandes mestres da cultura do Maranhão. “Recebo essa notícia com muita tristeza. Tive a honra de conviver com Apolônio, um homem que nos ensinou muito com o amor que sempre teve pelas manifestações culturais do nosso estado. Me solidarizo com a família e os amigos. Que o mestre siga em paz”, disse Roseana.

O governo do Maranhão enviou nota lamentando a morte do mestre Apolônio e um dos mais autênticos representantes da cultura popular maranhense. Confira a íntegra da nota:

NOTA

A cultura maranhense perde um dos seus mais autênticos representantes, cujo legado inspira gerações. Nascido em São João Batista, em 1918, Apolônio Melônio desde criança já demostrava seu talento artístico.

Participou do Boi de Viana, fundou os Bois de Pindaré e da Floresta, conhecido como Boi de Apolônio. Sua capacidade e dedicação pela cultura popular foram reconhecidas pelo governo federal, em 2011, quando recebeu a ordem do mérito cultural, maior honraria concedida aos artistas brasileiros.

Nessa hora de dor, o Governo do Maranhão presta suas homenagens e sentimentos aos familiares, amigos e admiradores deste grande artista.

Folclore Maranhense
Apolônio Melônio veio para São Luís em 1939. Sobreviveu ao acidente do navio Maria Celeste, que pegou fogo na Baía de São Marcos em 1954. Além de trabalhar como estivar, ele dedicou a vida à manutenção da tradição folclórica do bumba meu boi, Patrimônio Cultural Brasileiro.

Ao lado de mestre Coxinho, foi um dos fundadores do boi de Pindaré, conhecido pela exuberância dos cazumbás e sonoridade singular. Há 42 anos criou o tradicional boi da Floresta, sediado no bairro da Floresta, em São Luís. O grupo mantém o sotaque de Pindaré, que marca o legado de mestre Apolônio para a cultura maranhense.

Documentário
A cineasta Giselle Bossard decidiu homenagear mestre Apolônio em um documentário que conta a história do boi da Floresta e, ao mesmo tempo, relata a vida de dedicação do amo do boi para preservar a cultura popular do Estado. Clique aqui e veja o documentário “Brincando na Floresta”.

Fonte: G1 MA

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