Moro escolhe o novo chefe da Polícia Rodoviária Federal

O futuro ministro da Justiça, Sérgio Moro, anunciou nesta sexta-feira (7) que a Polícia Rodoviária Federal será chefiada por Adriano Marcos Furtado, atual superintendente da PRF no Paraná.

Natural de Curitiba, Furtado é policial rodoviário federal desde 1994. No Paraná, ele exerceu, entre outros cargos, os de chefe da Delegacia Metropolitana de Curitiba da PRF, chefe do Núcleo de Apoio Técnico e chefe da Seção de Recursos Humanos. Furtado está desde 2016 à frente da superintendência da PRF no Paraná.

Moro fez o anúncio durante rápido pronunciamento no Centro Cultural Banco do Brasil (CCBB), sede do gabinete de transição do governo de Jair Bolsonaro.

O ex-juiz destacou que a PRF deve manter a cooperação com outras forças policiais, a exemplo da Polícia Federal, para auxiliar na segurança pública. Segundo ele, Furtado manteve parcerias do gênero do Paraná.

“A gestão dele no Paraná é muito elogiada pelos seus pares e pelos seus comandados, inclusive igualmente pelas parcerias profícuas com a Polícia Federal do Paraná”, disse.

Sérgio Moro anuncia no CCBB futuro diretor-geral da PRF — Foto: Guilherme Mazui, G1

Sérgio Moro anuncia no CCBB futuro diretor-geral da PRF — Foto: Guilherme Mazui, G1

Defesa do consumidor

Moro também informou que o futuro secretário nacional de Defesa do Consumidor será o advogado Luciano Timm

Timm é formado em Direito pela Pontifícia Universidade Católica do Rio Grande do Sul (PUC-RS), com mestrado e doutorado na área pela Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS).

Em seu currículo Lattes, Timm informou que realizou pesquisa de pós-doutorado na Universidade da Califórnia (Estados Unidos) e que desenvolve atividade de professor em universidades. Ele presidiu a Associação Brasileira de Direito e Economia (ABDE).

Ao anunciar o nome de Timm, Moro reconheceu que não “transita tão bem” na área de direito do consumidor e destacou a formação acadêmica de Timm.

A intenção do futuro ministro é incentivar ações preventivas para reduzir conflitos entre consumidores e fornecedores.

“Há uma intenção de tentar atuar mais preventivamente nestes conflitos entre fornecedores e consumidores para tentar evitar que isso seja pulverizado em inúmeros conflitos individuais”, explicou Moro.

O futuro secretário nacional de Defesa do Consumidor, o advogado Luciano Benetti Timm — Foto: Gustavo Lima, STF

O futuro secretário nacional de Defesa do Consumidor, o advogado Luciano Benetti Timm — Foto: Gustavo Lima, STF

Outros nomes

Confira outros nomes já anunciados por Moro para a equipe do Ministério da Justiça e Segurança Pública:

  • Maurício Valeixo (Diretoria-geral da Polícia Federal);
  • Rosalvo Ferreira (Secretaria de Operações Policiais Integradas);
  • Fabiano Bordignon (Departamento Penitenciário Nacional);
  • Érika Marena (Departamento de Recuperação de Ativos e Cooperação Internacional – DRCI);
  • Luiz Pontel (Secretaria Executiva do Ministério da Justiça);
  • General Guilherme Theophilo (Secretaria Nacional de Segurança Pública);
  • Luiz Roberto Beggiora (Secretaria Nacional de Políticas Sobre Drogas – Senad);
  • Roberto Leonel (Conselho de Controle de Atividades Financeiras – Coaf)

Ex-motorista de Flávio Bolsonaro

Ao final de entrevista, repórteres perguntaram se Moro poderia comentar um relatório do Coaf que identificou R$ 1,2 milhão em movimentações financeiras consideras suspeitas de um ex-motorista do deputado estadual e senador eleito Flávio Bolsonaro, filho do presidente eleito.

O futuro ministro da Justiça deixou o local da entrevista sem comentar o caso.

O relatório foi revelado pelo jornal “O Estado de S. Paulo”. A GloboNews também teve acesso ao documento.

O relatório registrou que Fabrício José Carlos de Queiroz, que trabalhou de motorista de Flavio na Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro (Alerj), movimentou R$ 1.236.838 entre 1º de janeiro de 2016 e 31 de janeiro de 2017, valores que foram considerados suspeito pelo conselho.

O documento revelou saques em espécie no total de R$ 324.774, e R$ 41.930 em cheques compensados. A atual mulher de Jair Bolsonaro, a futura primeira-dama Michelle aparece como favorecida em um cheque de R$ 24 mil.

Flávio Bolsonaro se manifestou por uma rede social sobre o caso. “Fabrício Queiroz trabalhou comigo por mais de dez anos e sempre foi da minha confiança. Nunca soube de algo que desabonasse sua conduta. Em outubro foi exonerado, a pedido, para tratar de sua passagem para a inatividade. Tenho certeza de que ele dará todos os esclarecimentos”, escreveu o senador eleito.

Fonte: Guilherme Mazui e Gabriel Palma, G1 e TV Globo — Brasília

Share on facebook
Facebook
Share on twitter
Twitter
Share on linkedin
LinkedIn
Share on pinterest
Pinterest
Share on pocket
Pocket
Share on whatsapp
WhatsApp

Barra Do Corda portal de notícias, tudo sobre a nossa cidade com:

Rapidez, Verácidade e Ética.

Não se esqueça de se inscrever para receber nossas notícias. Digite seu e-mail e saiba tudo sobre Barra do Corda a nossa cidade.

Informações

Chat
Enviar via WhatsApp
Social Media Auto Publish Powered By : XYZScripts.com