Marun: ‘Reforma não terá espinha dorsal alterada’

O ministro da Secretaria do Governo da Presidência da República, Carlos Marun, disse que, hoje, não existem mais argumentos contra a reforma da Previdência. Em entrevista ao Jornal da CBN, o peemedebista afirmou que “100% dos parlamentares” reconhecem da necessidade de mudanças na aposentadoria e que até a oposição sabe “tão bem ou melhor” que o governo disso. Segundo ele, “Lula já se manifestou, e a ex-presidente Dilma da mesma forma”. Na avaliação do ministro, a retirada de pontos polêmicos, como a aposentadoria rural, fez aumentar o apoio à proposta na sociedade.

“Nossa preocupação agora é com os indecisos e com aqueles que são contra a reforma entre os partidos da base. Sabemos que muitos têm receio das consequências eleitorais, e por isso é muito importante a argumentação de fora para dentro”, disse o ministro, que vai se reunir ainda nesta segunda-feira com líderes aliados para definir uma estratégia para aprovar a reforma em fevereiro. “É um trabalho difícil, de elevado quilate, mas estamos confiantes de que temos as condições de aprovarmos essa importante alteração na legislação brasileira, que é absolutamente necessária para o Brasil”, completou.

Carlos Marun disse ainda que o governo está ouvindo propostas e continua disposto a dialogar, mas não vai aceitar qualquer mudança na proposta enviada ao Congresso:

“Nosso governo é um governo do diálogo e não podemos nos recusar a ouvir, mas não aceitaremos qualquer alteração que modifique a espinha dorsal da reforma, que põe fim aos privilégios. Entendemos que a Previdência tem que ser tornar mais justa e igual. Estamos absolutamente convencidos de que a continuação desse processo de crescimento que estamos vivendo depende dessa aprovação”, afirmou o ministro.

Ele afirmou ainda não temer que protestos como os que vêm ocorrendo na Argentina, que também discute mudanças na Previdência, possam se repetir por aqui:

“Óbvio que estamos enfrentando situações complicadas, fazendo com que algumas pessoas percam, não direitos adquiridos, mas situações extremamente confortáveis e privilegiadas. Estamos conscientes de que ainda existe uma grande oposição à reforma. Mas entendemos que é a minoria que decide partir para manifestação”.

Considerado membro da “tropa de choque” do presidente Michel Temer, o peemedebista assumiu a Secretaria de Governo no último dia 15, no lugar de Antônio Imbassahy (PSDB-BA), que comandou a pasta desde fevereiro. A pasta é considerada estratégica na articulação política. Segundo ele, não há, por enquanto, maior desafio para ele na função do que a aprovação das mudanças na Previdência.

“Cada dia uma agonia. No momento, nosso desafio é a reforma da Previdência. O que hoje nos preocupa é essa questão”, concluiu.

Fonte: Jornal da CBN

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