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Maranhão registra mais de 600 casos de malária em 2018 – barradocorda.com – Ribamar Guimarães – “o bom maranhense”
Publicado em: 2 de agosto de 2018 - 09:56

Maranhão registra mais de 600 casos de malária em 2018

De acordo com dados da Secretaria de Estado da Saúde (SES), de janeiro até julho deste ano já foram confirmados 638 casos de malária no Maranhão. O estado já tinha conseguido reduzir 98% dos casos no passado, mas agora especialistas alertam para o risco da doença voltar.

“Em uma fase de eliminação nós esperamos que a doença vá diminuindo até chegar a eliminação. Mas em 2017 a malária aumentou e a tendência em 2018 é aumentar também”, afirmou o Dr. Antonio Rafael da Silva, membro do Comitê Nacional de Combate a Malária.

Dr. Antonio Rafael da Silva (Foto: Reprodução/TV Mirante)

Dr. Antonio Rafael da Silva (Foto: Reprodução/TV Mirante)

No ano passado, mais de 193 mil casos da doença foram notificados no Brasil, sendo 958 no Maranhão. O Dr. Antonio Rafael diz que é preciso reforçar a vigilância porque a maioria dos casos vieram de fora do estado.

“Se você não tiver um sistema vigilante para receber as pessoas de fora e fazer um diagnóstico para não disseminar, há problemas. A gente tem detectado que vários lugares no interior do Maranhão a malária era intensa, mas se desmobilizou”, afirmou.

A malária

O mosquito Anopheles parece um pernilongo e pode transmitir a malária durante uma picada se tiver infectado pelo parasita da doença. Dentro do ser humano, o parasita vai primeiro para o fígado, se multiplica ao ponto das células se romperem e os parasitas invadirem a corrente sanguínea. Depois surgem os sintomas da infecção, que parecem com os da gripe.

  • Febre
  • Calafrio
  • Dor nas articulações
  • Dor de cabeça
  • Vômito
  • Convulsão

Mosquito transmissor da malária (Foto: VEJA))

Apesar do controle do vetor ser de responsabilidade dos municípios, algumas medidas individuais ajudam a combater a malária, como usar repelente, telas e proteção em janelas e evitar locais próximos aos criadouros do mosquito, como a beira dos rios. O diagnóstico da doença é feito através de um exame na ponta dos dedos.

“Mas se não for feito um diagnóstico rápido, a cada dia que passa o quadro se agrava porque o parasita vai para o sangue da pessoa e destrói as hemácias e pode levar o indivíduo á morte ou causar problemas cerebrais, hepáticos ou renais”, informou o Dr. Antonio Rafael.

Sobre os casos de malária no Maranhão, a Secretaria de Estado da Saúde (SES) informou que realiza a capacitação dos agentes municipais e tem mantido o fornecimento regular de inseticidas e medicamentos usados nas ações de combate à doença nos municípios. A SES disse ainda que as cidades com maior incidência de malária no estado são: Centro Novo, Zé Doca e Jenipapo dos Vieiras.

As Informações são do G1 MA,

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